Uruguaio Suárez recebe punição recorde e fica fora da Copa após morder

quinta-feira, 26 de junho de 2014 15:43 BRT
 

Por Mike Collett e William Schomberg

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O atacante uruguaio Luis Suárez recebeu, nesta quinta-feira, a maior suspensão já imposta em uma Copa do Mundo, após a Fifa ter aplicado uma punição dura contra o talentoso e polêmico jogador por morder um adversário durante uma partida do Mundial.

Suárez foi suspenso pela Fifa de qualquer atividade relacionada ao futebol por quatro meses e definiu que ele não poderá participar nas nove próximas partidas competitivas do Uruguai, o que significa que ele não deve aparecer em partidas oficiais, exceto amistosos, por seu país até 2016.

A decisão encerrou a Copa do Mundo para o jogador e seus lucrativos patrocínios fora de campo agora podem estar em xeque.

"Tal comportamento não pode ser tolerado em nenhum campo de futebol, e em particular em uma Copa do Mundo da Fifa, quando os olhos de milhões de pessoas estão voltados para os astros em campo", disse Claudio Sulser, diretor do Comitê Disciplinar da Fifa, em um comunicado.

"O Comitê Disciplinar levou em consideração todos os fatores sobre o caso e o grau de culpa do sr. Suárez de acordo com o estipulado no Código Disciplinar. A decisão entra em vigor assim que comunicada."

A Fifa ainda proibiu Suárez de entrar nas dependências de qualquer estádio durante os quatro meses de suspensão e também de qualquer estádio em que a seleção uruguaia esteja jogando durante a vigência da suspensão por nove partidas.

A suspensão de quatro meses significa que Suárez terá que ficar de fora dos primeiros dois meses da próxima temporada do futebol de clubes, e perderá o jogo de estreia do Liverpool no campeonato inglês e partidas da Copa dos Campeões.

O atacante, de 27 anos, deve imediatamente deixar seus colegas do Uruguai, que estão se preparando para a partida de oitavas de final contra a Colômbia no sábado.   Continuação...

 
Jogador uruguaio Luis Suárez durante coletiva de imprensa na Arena das Dunas, em Natal. 23/06/2014.  REUTERS/Carlos Barria