Fifa bem que poderia mandar Suárez para Guantánamo, diz Maradona revoltado

sexta-feira, 27 de junho de 2014 11:39 BRT
 

BUENOS AIRES (Reuters) - Diego Maradona criticou duramente a punição da Fifa ao uruguaio Luis Suárez, a qual classificou como “criminosa”, e disse que a entidade poderia muito bem algemar o atacante e trancá-lo na prisão de Guantánamo.

"Quem Suárez matou?", indagou Maradona no programa de futebol em que comenta, transmitido no canal de TV venezulano Telesur e na TV pública argentina na noite de quinta-feira.

“Isto é futebol, é jogo de contato”, disse o lendário ex-jogador argentino. “Deviam algemá-lo e levá-lo para Guantánamo de uma vez por todas”, ironizou.

A polêmica prisão dos Estados Unidos em Cuba é muito criticada por grupos de direitos humanos pelas detenções por tempo indefinido de muitos presos sem acusação nem julgamento.

Maradona, o temperamental campeão da Copa do Mundo de 1986 conhecido por suas declarações extravagantes, ecoa a revolta no Uruguai, onde muitos estão furiosos com uma punição que veem como exagerada, hipócrita ou descaradamente parcial.

Mas no exterior muitos ficaram horrorizados com a mordida que o brilhante, porém volátil, Suárez aplicou no ombro do zagueiro italiano Giorgio Chiellini na terça-feira.

Suárez recebeu a mais longa sanção imposta em uma Copa pela Fifa na quinta-feira: suspensão de todas as atividades relacionadas ao futebol durante quatro meses e de nove partidas internacionais pela seleção, além de uma multa equivalente a 111 mil dólares.

Mas Maradona, que como Suárez saiu da pobreza e alcançou fama global, defendeu fervorosamente "Luisito" no programa, chegando a mostrar uma camisa com os dizeres “Estamos com você Luisito" no final da emissão.

“Se ele cometeu um erro, tudo bem, deveriam puni-lo, mas não exagerar, não deveriam ser moralistas”, afirmou o argentino, que é próximo do ex-presidente cubano Fidel Castro.   Continuação...

 
Torcedores do Uruguai se juntam para expressar apoio ao jogador Luis Suárez, enquanto aguardam sua chegada a Montedivéu. 26/6/2014 REUTERS/Carlos Pazos