27 de Junho de 2014 / às 20:14 / 3 anos atrás

Nervoso antes de fase eliminatória, Felipão vê Brasil com 80% do ideal

Técnico Luiz Felipe Scolari e zagueiro Thiago Silva em entrevista coletiva em Belo Horizonte. 27/06/2014 REUTERS/Eric Gaillard

BELO HORIZONTE (Reuters) - O técnico Luiz Felipe Scolari reconheceu nesta sexta-feira, véspera do jogo da seleção brasileira contra o Chile pelas oitavas de final, que está nervoso com o início da fase eliminatória da Copa do Mundo e acredita que sua equipe atingiu 80 por cento do ideal.

“Mesmo que a gente tenha experiência... no primeiro jogo (eliminatório) é normal que a gente tenha algum incômodo, alguma ansiedade, principalmente quando se começa a fase de mata-mata, que a gente não pode perder”, disse Felipão em entrevista coletiva no estádio do Mineirão, local da partida de sábado.

“A gente fica um pouco mais envolvido, diferente, um pouco mais assustado, um pouco mais nervoso. Tem uma série de detalhes de treinamento e a parte psicológica precisa estar pronta... Ninguém, em sã consciência, fica tranquilo”, acrescentou.

O treinador, no entanto, destacou que esse nervosismo acontece quando ele está sozinho, e não com o grupo de jogadores, porque neste momento precisa passar sua experiência, especialmente aos atletas que não disputaram uma Copa do Mundo, que são a maioria do plantel brasileiro.

Felipão, que preferiu não divulgar os titulares, reconheceu que seu time ainda não atingiu o nível de atuações mostrado na Copa das Confederações, no ano passado, quando conseguia marcar o adversário sob pressão e venceu todas as cinco partidas, incluindo a final contra a Espanha, por 3 x 0.

“A equipe neste momento representa 80 por cento do que tínhamos na Copa das Confederações, através do que foi realizado pelos departamentos médico e físico, de uma forma que podemos dizer que para o primeiro jogo temos condição quase ideal”, declarou.

Na maioria de seus trabalhos como treinador, Felipão lidou com confrontos de mata-mata e tem um histórico de sucesso, incluindo conquistas de Copa Libertadores por Grêmio e Palmeiras, o vice-campeonato da Eurocopa de 2004 pela seleção portuguesa e, principalmente, o título mundial com o Brasil em 2002.

O técnico comentou que nestes jogos é importante ter alternativas, caso o esquema utilizado inicialmente falhe, e preparar os atletas psicologicamente.

“O que a gente tem feito nesse momento é mostrar o potencial do Chile e também o nosso potencial e deixar os jogadores mais jovens tranquilos para jogar seu futebol. Claro que um ou outro tem uma conversa, um carinho um pouco maior, que faz parte da minha análise”, explicou Felipão, famoso por suas estratégias motivacionais de jogadores.

Felipão e o capitão do time, Thiago Silva, revelaram ter sentido emoção ao observarem nesta sexta o campo do Mineirão para a partida decisiva diante dos chilenos, e o zagueiro quase chorou ao falar de seu comandante.

“É um cara especial para todos nós. Está firme e forte mesmo em momentos difíceis (dois parentes de Felipão morreram durante a preparação para a Copa) e ele está sempre do nosso lado, então não tem como não se emocionar”, disse.

Para o capitão brasileiro, disputar um Mundial em casa é especial. “Jogar em casa te dá uma motivação a mais. O povo brasileiro é apaixonado pela seleção, e se a vitória não vier, é claro que a frustração vai ser muito grande.”

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