Chile vai ficar "muito perto" de Neymar com ou sem a bola, diz Sampaoli

sexta-feira, 27 de junho de 2014 18:24 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

BELO HORIZONTE (Reuters) - O Chile vai acompanhar Neymar de muito perto durante toda a partida de sábado contra o Brasil pelas oitavas de final da Copa do Mundo para tentar neutralizar o camisa 10 brasileiro, afirmou o técnico Jorge Sampaoli nesta sexta-feira.

Neymar vem sendo um dos destaques da Copa do Mundo até o momento e também é um dos artilheiros da competição, com quatro gols, ao lado do argentino Lionel Messi e do alemão Thomas Mueller.

“Vamos estar muito perto do Neymar quando ele tiver a bola e quando não tiver a bola", afirmou o argentino Sampaoli em entrevista coletiva no estádio do Mineirão na véspera da partida.

"Não será perseguição individual, mas coletiva, para neutralizar um jogador que faz um grande Mundial. Respeito muito ele”, disse. “Neymar é um jogador distinto e que está sem dúvida fazendo um grande Mundial”, acrescentou.

Do lado chileno, a coletividade e o conjunto são até agora o ponto forte da equipe, que venceu e eliminou a atual campeã mundial Espanha na primeira fase da competição.

O Chile nunca venceu o Brasil em Copa do Mundo, tendo sido eliminado nas oitavas de final nos Mundiais de 1998, na França, e, 2010, na África do Sul. As duas seleções também se enfrentaram na semifinal da Copa de 1962, no Chile, quando o Brasil foi bicampeão mundial.

“A história mostra que sempre cruzamos com o Brasil. Vencer o Brasil não é nada fácil, ainda mais agora em casa“, acrescentou Sampaoli. “Temos de novo uma possibilidade de mudar um história muito complexa para nós”.

O treinador reconheceu a dificuldade de enfrentar o time da casa na fase de mata-mata e aposta no jogo coletivo chileno para fazer história no Mineirão.

“Depois de pegar Holanda e Espanha, vamos pegar o Brasil jogando em casa, que é o candidato de todos. Vai ser muito complicado. Temos que aprofundar o que fizemos com a Espanha“, disse.

 
Neymar durante treino da seleção brasileira em Belo Horizonte. 27/06/2014    REUTERS/Toru Hanai