Punição a Suárez foi de “severidade excessiva”, diz técnico uruguaio

sexta-feira, 27 de junho de 2014 20:01 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O técnico da seleção do Uruguai, Oscar Tabárez, disse nesta sexta-feira que a punição da Fifa ao atacante Luis Suárez por morder o zagueiro italiano Giorgio Chiellini em uma partida do Grupo D da Copa do Mundo foi excessivamente dura, ainda que o treinador não tenha defendido a atitude do atacante.

“Jamais poderíamos pensar naquilo que ficamos sabendo quando nos informaram os detalhes da decisão, de um severidade excessiva, uma decisão que evidentemente está muito mais direcionada às opiniões da artilharia midiática, que explorou (o incidente) imediatamente após o jogo”, disse Tabárez em entrevista coletiva.

O treinador sustentou que a decisão teve o objetivo de ser “exemplar”, transformando Luis Suárez em “bode expiatório”.

Tabárez, que disse que vai renunciar ao cargo que possui na Comissão Estratégica da Fifa nos próximos dias, não justificou as ações de Suárez, mas destacou que o ato do atacante não foi um crime, e que Chiellini também cometeu uma infração ao dar uma cotovelada no uruguaio.

“Não estou justificando nada e não creio que não se deva punir, mas sempre, sempre –-porque estamos falando de seres humanos, de pessoas-- sempre há de se dar uma chance ao que transgride e ao que erra”, acrescentou.

Na quinta-feira, a Fifa suspendeu Suárez, de 27 anos, por nove partidas pela seleção uruguaia e determinou seu afastamento de qualquer atividade relacionada ao esporte por quatro meses, por ter mordido Chiellini pouco antes do final da partida da qual os uruguaios saíram classificados para as oitavas de final.

A punição implica também que Suárez não poderá treinar pelo Liverpool ou comparecer às partidas do time no Campeonato Inglês até outubro, perdendo pelo menos nove rodadas do torneio e o início da Liga dos Campeões da Europa.

(Reportagem de Malena Castaldi, em Montevidéu)

((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223-7128))

REUTERS PF 

 
Técnico do Uruguai Oscar Tabárez durante entrevista coletiva no Rio de Janeiro. 27/06/2014   REUTERS/Sergio Moraes