Fifa diz que punição de Suárez foi dura por não ter mostrado arrependimento

sábado, 28 de junho de 2014 14:51 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Fifa optou por punir Luis Suárez com bastante rigor após ele ter mordido um adversário na Copa do Mundo porque o uruguaio não mostrou remorso algum pelo incidente, e punições anteriores não pareceram ter mudado o comportamento do atleta, de acordo com informações de um documento interno da entidade.

Suárez foi suspenso por nove jogos com a seleção do Uruguai e banido por quatro meses de quaisquer atividades relacionadas ao futebol, a sanção mais rigorosa já imposta a um jogador durante uma Copa do Mundo.

A decisão encerrou a participação de um dos principais atletas da atualidade no torneio no Brasil e desencadeou sentimentos de raiva por parte dos sul-americanos, furiosos com o rigor da punição. Suárez foi recebido como herói em seu retorno ao Uruguai.

"Em momento algum o jogador mostrou qualquer tipo de remorso diante do episódio em que violou das regras da Fifa e, portanto, não demonstrou ciência de estar cometendo uma infração", diz o documento da Fifa, visto pela Reuters neste sábado. 

O documento, elaborado pelo Comitê Disciplinar da Fifa que cuidou do caso Suárez, ainda informou que a mordida no zagueiro italiano Giorgio Chiellini na última terça-feira se deu quando os dois jogadores estavam longe da bola, o que foi fator agravante para a sanção, e que a ação do jogador foi "deliberada, intencional e sem motivo".

A Fifa ainda disse que a punição mínima de seis jogos, que costuma ser aplicada quando um atleta cospe no outro, foi considerada insuficiente para este caso "extraordinário".

A decisão de banir Suárez de qualquer atividade relacionada ao futebol por quatro meses foi tomada, também, porque membros do comitê avaliaram que as punições anteriores a Suárez em casos semelhantes de mordida, no âmbito do futebol de clubes, acabaram não sendo eficientes.

Uma porta-voz da Fifa afirmou que não poderia comentar o caso, uma vez que as discussões do Comitê Disciplinar eram confidenciais.

Por considerá-la exagerada, o Uruguai informou à Fifa que pretende apelar da decisão, visão essa que é compartilhada por Chielllini.   Continuação...