Alemanha precisa melhorar finalização para fase eliminatória, diz técnico

sábado, 28 de junho de 2014 17:22 BRT
 

Por Erik Kirschbaum

SANTO ANDRÉ São Paulo (Reuters) - A Alemanha pode jogar muito melhor do que jogou na fase de grupos da Copa do Mundo e precisa melhorar a finalização para o mata-mata, disse neste sábado o técnico Joachim Loew.

"Uma Copa do Mundo é uma maratona e não uma corrida de 100 metros rasos na qual você dá tudo de si no começo -- o tiro vai sair pela culatra", disse Loew a repórteres no local de concentração da equipe. 

"Como vimos em outros torneios, tivemos equipes que venceram as três primeiras partidas e depois foram eliminadas no quarto jogo. Um time precisa melhorar seu desempenho ao longo da competição. É uma arte que uma boa equipe precisa dominar." 

A Alemanha encara a Argélia em Porto Alegre na próxima segunda-feira, nas oitavas de final da Copa do Mundo, agora em fase eliminatória.

"Não atingimos nosso limite ainda. Mas está tudo bem a esta altura do torneio. Agora estamos na fase eliminatória e temos que melhorar alguns dos pontos primordiais do noso jogo." 

Loew ficou satisfeito com a maneira com a qual a equipe alemã, uma das quatro favoritas ao título, acabou na liderança de seu grupo após vitórias sobre Portugal e Estados Unidos, e um empate com Gana. Para ele, a adaptação ao clima quente da América do Sul e as incomuns partidas no início da tarde pagaram seu preço.

Mas o treinador chamou atenção para as péssimas finalizações contra Gana e Estados Unidos, dizendo que a equipe precisa melhorar e muito nesse aspecto para ir longe na fase de mata-mata.

"Nossa finalização poderia ser melhor", ele disse, lembrando que a Alemanha marcou em 40 por cento das oportunidades que teve contra Portugal, mas só converteu 20 por cento dos chutes contra Gana.

"Tivemos duas ou três chances claras contra os Estados Unidos. Se queremos vencer (a Copa), o último passe e a última ação da jogada devem estar em sintonia."

 
Técnico da Alemanha Loew em entrevista coletiva. 28/06/2014  REUTERS/Arnd Wiegmann