Após sofrer mais que o esperado, seleção busca maneiras de evoluir

sábado, 28 de junho de 2014 19:39 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

BELO HORIZONTE (Reuters) - A sofrida classificação do Brasil para as quartas de final da Copa do Mundo com uma vitória nos pênaltis sobre o Chile foi comemorada com moderação pelos jogadores brasileiros, que reconheceram que a equipe precisa evoluir dentro de campo para continuar na luta pelo hexacampeonato.

O Brasil saiu na frente no placar da partida deste sábado com um gol de David Luiz, mas cedeu o empate ainda na primeira etapa após um erro defensivo e ainda viu o Chile acertar o travessão nos minutos finais do segundo tempo da prorrogação.

Com Neymar bem marcado, a seleção brasileira não fez um bom segundo tempo e teve apenas momentos de lampejo com o meia-atacante Hulk, que teve um gol anulado pela arbitragem de forma polêmica.

O capitão da seleção brasileira, Thiago Silva, afirmou que já esperava um jogo duro contra o Chile, mas não imaginava tanto sofrimento. O defensor realçou que a maneira como o Brasil derrotou o Chile mostra que é necessário se fazer ajustes para que a seleção se mantenha viva na competição.

“Quem disse que o Brasil se classificou e não jogou bem está teoricamente certo”, disse o zagueiro do Paris St. Germain. “Tenho consciência que não jogamos bem... e realmente ainda falta um pouco para voltarmos a ser o time da Copa das Confederações”, acrescentou, referindo-se ao time que conquistou o torneio preparatório para o Mundial em 2013.

O meia Oscar, que teve uma atuação apagada, também salientou a necessidade de ajustes.

“Foi mais sofrido do que a gente tinha imaginava. Não era para ser desse jeito não, mas saímos com a vitória, com os pés no chão e sabendo que precisamos evoluir”, afirmou.

A seleção brasileira vai ficar de folga até segunda-feira de manhã, quando se reapresenta no Rio de Janeiro antes de seguir para a Granja Comary, em Teresópolis.   Continuação...

 
David Luiz e Neymar comemoram classificação do Brasil contra o Chile. 28/06/2014  REUTERS/Toru Hanai