Pistorius não tinha transtorno mental quando matou namorada, dizem psiquiatras

segunda-feira, 30 de junho de 2014 12:46 BRT
 

PRETÓRIA (Reuters) - Oscar Pistorius, o atleta sul-africano em julgamento pelo assassinato de sua namorada, não estava sofrendo de uma condição mental que pudesse prejudicar sua capacidade de distinguir entre o certo e o errado no momento em que ela foi morta, de acordo com um relatório psiquiátrico divulgado nesta segunda-feira.

Pistorius, um velocista olímpico e paraolímpico, admitiu ter atirado na namorada, a modelo Reeva Steenkamp, mas insiste que a confundiu com um intruso escondido no banheiro de sua casa luxuosa, em um subúrbio nobre de Pretória.

O julgamento, que começou em março, fez uma pausa de um mês de duração para permitir que o acusado de 27 anos fosse submetido a uma avaliação mental no Hospital Weskoppies, de Pretória, depois de um psicólogo forense levado ao tribunal como testemunha pela defesa atestar que Pistorius tinha um transtorno de ansiedade.

A juíza Thokozile Masipa disse que seria importante saber se a sua condição mental afetou ou não sua responsabilidade criminal.

"Na época dos supostos delitos, o acusado não sofria de um transtorno mental ou deficiência mental que afetasse sua capacidade de distinguir entre a natureza correta ou errada de suas ações", leu o promotor Gerrie Nel no relatório apresentado ao tribunal.

Ambos Nel e advogado de defesa Barry Roux aceitaram as conclusões de um painel de psiquiatras e psicólogos após 30 dias de avaliação.

Pistorius pode ser condenado à prisão perpétua se for considerado culpado da morte de Reeva, ocorrida em fevereiro de 2013 no Dia dos Namorados na África do Sul.

Pistorius competiu contra velocistas sem deficiência usando próteses de fibra de carbono, o que o tornou um dos nomes mais reconhecidos no atletismo. Além de várias medalhas paraolímpicas, ele chegou às semifinais dos 400 metros nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012.

(Reportagem de Siyabonga Sishi)