Orgulho de time ajuda técnico da Suíça a lidar com derrota e morte de irmão

terça-feira, 1 de julho de 2014 19:06 BRT
 

Por Mike Collett-White

SÃO PAULO (Reuters) - Para o técnico da Suíça, Ottmar Hitzfeld, a derrota no fim da prorrogação para a Argentina um dia após seu irmão mais velho ter morrido foi algo difícil de suportar, mas ele encontrou consolo no orgulho que sentiu de seus jogadores após eles terem chegado perto de superar os adversários, favoritos na partida.

Ángel Di María emplacou o único gol da partida pelas oitavas de final da Copa do Mundo em São Paulo, a dois minutos do fim da prorrogação e antes do suíço Blerim Dzemaili carimbar uma bola na trave nos últimos segundos do jogo.  

O calmo treinador alemão de 65 anos confirmou que a derrota foi a sua última partida como técnico, e que ele vai trabalhar como comentarista de TV na Alemanha.

“Tenho uma vida calma a minha frente”, disse um impassível Hitzfeld em uma coletiva de imprensa na qual se pediu aos jornalistas a não perguntarem sobre o falecimento de seu irmão.

“Meu trabalho como técnico termina aqui. Estou orgulhoso de minha carreira. Fui muito afortunado de treinar equipes maravilhosas, e a seleção da Suíça”, disse.

“Tem sido uma grande honra... e estou orgulhoso de dizer adeus ao time suíço cheio de emoção em meu coração”, acrescentou.

Hitzfeld assumiu a seleção em 2008 e tentava levar a Suíça à sua primeira quarta de final de Mundial desde 1954, quando jogaram em casa.

A derrota desta terça-feira encerrou uma das carreiras mais notórias do futebol europeu.

O ex-jogador venceu dois Campeonatos Suíços, sete Campeonatos Alemães e três Copas da Alemanha.

Ele também conquistou a Liga dos Campeões da Europa duas vezes --com o Borussia Dortmund em 1997 e o Bayern de Munique em 2001-- tornando-se um dos poucos técnicos a vencer o título com dois clubes diferentes.

 
Técnico da Suíça (centro) fala com jogadores antes de prorrogação em partida contra Argentina, na Arena Corinthians. 1/7/2014 REUTERS/Paulo Whitaker