July 2, 2014 / 5:13 PM / 3 years ago

"Renascença francesa" no Mundial enfrenta teste perante Alemanha

3 Min, DE LEITURA

Torcedores franceses celebram, em Paris, vitória da seleção contra Nigéria durante a Copa. 30/6/2014Philippe Wojazer

BELO HORIZONTE (Reuters) - A seleção da França surpreendeu muitos ao emergir como séria candidata ao título na Copa do Mundo, mas enfrentará seu mais duro teste até o momento diante da Alemanha na sexta-feira, um duelo de pesos-pesados de quartas de final a ser disputado no Maracanã.

Para o técnico Didier Deschamps, as derrotas arrasadoras para os alemães nas semi-finais dos Mundiais de 1982 e 1986 não importam.

Mas como a mídia francesa está espalhando a palavra "Angstgegner" (inimigo temível) em suas manchetes e transmissões, Deschamps precisa vencer os temores de toda uma nação se quiser restaurar a majestade de sua seleção no Mundial.

A França, que marcou 10 gols nas primeiras quatro partidas no Brasil, já recuperou algo de seu orgulho perdido depois da lamentável eliminação na primeira rodada da Copa de 2010.

Chegar às quartas de final com um trabalho de equipe consistente reergueu sua imagem, mas encarar a Alemanha em uma partida eliminatória já é uma motivação suficiente.

O time só tem lembranças angustiantes de suas duas últimas batalhas no torneio contra os alemães, uma delas a derrota na empolgante semi-final de 1982 na Espanha.

Depois de marcar dois gols e abrir 3 x 1 na prorrogação, os franceses sofreram dois gols e foram eliminados nos pênaltis, o que ficou conhecido como ‘Sevilha ‘82”.

A dividida imprudente do goleiro alemão Toni Schumacher com o francês Patrick Battiston, que custou ao adversário costelas e dentes quebrados e uma vértebra machucada, só tornou a derrota mais amarga.

Quatro anos mais tarde, novamente foram os alemães que destruíram os sonhos da França na Copa com uma vitória de 2 x 0 no México.

Deschamps se recusou a conversar sobre esses jogos com sua seleção, dizendo ao invés disso que “se meus jogadores ainda nem tinham nascido, que sentido faz falar disso?”

“Não devemos permitir que nossa confiança vire arrogância”, afirmou ele aos repórteres.

“Os jogadores têm direito de sonhar. Todo mundo pode sonhar. Mas normalmente sou um homem pragmático e realista. Podemos sonhar, mas a realidade é a Alemanha na sexta-feira”.

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