Membro de grupo técnico da Fifa vê com bons olhos 4ª substituição em prorrogação

quarta-feira, 2 de julho de 2014 19:01 BRT
 

Por Mike Collett

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A ideia de permitir uma quarta substituição em jogos que vão para a prorrogação deve ser novamente submetida à International Football Association Body (Ifab), órgão que define as regras do esporte, disse Gerard Houllier, um dos mais importantes membros do grupo de estudos técnicos da Fifa, nesta quarta-feira.

Houllier, que dirigiu a seleção da França, o Liverpool, entre outras equipes, integra o grupo de estudos técnicos (TSG), que analisa as tendências e as táticas durante a Copa do Mundo.

Ele disse a jornalistas no briefing diário da Fifa com a imprensa ser favorável a uma quarta substituição se ela ajudar a manter o entertenimento e a intensidade do jogo.

A Fifa propôs a ideia à Ifab há dois anos, argumentando que a adoção da ideia reduziria o risco de lesões nos momentos finais de jogos eliminatórios e finais, mas a proposta não conseguiu a maioria de 75 por cento necessária para tornar-se uma regra.

A Ifab, que desde então foi ampliada para incluir um nova comissão técnica assim como o próprio organismo definidor das regras, que compreende as quatro associações britânicas de futebol e quatro representantes da Fifa, é nototiamente conservadora em sua atitude para mudar as regras.

Mas embora a quarta substituição tenha sido rejeitada em 2012, Houllier disse que o TSG, por meio da Fifa, deve provavelmente propor a mudança novamente.

"Acho que seria uma boa ideia e acho que o TSG (por meio da Fifa) vai colocá-la de novo em análise", disse.

"Eu pessoalmente acho que é hora. Vocês provavelmente notaram nesta Copa do Mundo que tudo é muito rápido, o ritmo tem sido intenso e vimos 29 gols marcados por reservas, um recorde."

A Ifab, criada em 1886, é 18 anos mais velha que a Fifa e seis de seus oito membros precisam concordar antes que qualquer lei seja mudada.

 
Xherdan Shaqiri, da Suíça, é substituído por Blerim Dzemaili durante partida na Arena Amazônia, em Manaus, contra Honduras. 25/6/2014 REUTERS/Michael Dalder