Jogadores estrangeiros sentem-se atraídos por liga norte-americana, diz Kaká

quarta-feira, 2 de julho de 2014 18:58 BRT
 

Por Barbara Liston

ORLANDO Estados Unidos (Reuters) - Depois de assinar contrato com o Orlando City, equipe da Major League Soccer, principal torneio de futebol dos Estados Unidos, o meia Kaká disse que sua crença no futuro do campeonato norte-americano o levou a tomar a difícil decisão pela transferência, após 11 horas de reflexão. 

“Minha expectativa é que o futebol vá se tornar o esporte número um nos Estados Unidos”, disse Kaká nesta quarta-feira, acrescentando que gostaria de ajudar a MLS a se transformar em um dos cinco maiores torneios do mundo e a atrair mais jogadores internacionais.

"Na Europa, os jogadores falam muito em vir jogar nos EUA”, disse Kaká. “Eu acho que posso mostrar a outros jogadores que o campeonato norte-americano é bom de jogar.”

Kaká e o proprietário da equipe, Flávio Augusto da Silva, afirmaram repetidas vezes que o fator decisivo para a transferência foi a seriedade da visão da franquia Orlando City como uma marca global, capaz de atrair talentos internacionais ao mercado norte-americano em ascensão.

O Orlando City se recusou a revelar o salário de Kaká, eleito o melhor jogador do mundo em 2007 e que é o primeiro jogador do time norte-americano.

“Sim, eles estão me pagando bem. Devo admitir. Mas eu tinha outra oportunidade de ganhar mais do que estão me pagando aqui. Então minha decisão não foi por causa do dinheiro”, disse Kaká.

Apesar das negociações com o Orlando no ano passado, Kaká disse ter tomado recentemente a decisão de deixar o Milan, onde passou sete anos e ainda tinha mais um ano de contrato para cumprir.

“Sempre penso em projetos de longo prazo... Espero que eu possa ficar aqui em Orlando por um tempo”, disse Kaká. Flávio da Silva postou em sua página no Facebook que o contrato do jogador é de três anos.   Continuação...

 
Kaká, do AC Milan, celebra gol contra Chievo Verona, em Milão. 29/3/2014 REUTERS/Alessandro Garofalo