Enviar dinheiro em aviões a jogadores da Copa do Mundo é prática comum, diz Gana

quarta-feira, 2 de julho de 2014 19:18 BRT
 

Por Kwasi Kpodo

ACRA (Reuters) - A federação de futebol de Gana defendeu nesta quarta-feira sua decisão de fretar um avião para transportar 3 milhões de dólares em bônus aos jogadores no Brasil, dizendo que o país havia feito o mesmo nas duas Copas do Mundo anteriores.

A campanha do país do Oeste Africano no Mundial ficou manchada por uma disputa sobre o pagamento, o que prejudicou os preparativos para a última partida de Gana pelo Grupo G e levou os meias Kevin-Prince Boateng e Sulley Muntari a serem suspensos devido a conflitos internos.

O presidente de Gana, John Mahama, interveio para resolver a questão do bônus, enviando dinheiro vivo aos jogadores, embora o time que chegou às quartas de final em 2010 tenha sido eliminado de qualquer modo na fase de grupos do Mundial no Brasil. 

Mahama pediu então a abertura de um inquérito sobre o eventos que levaram à eliminação de Gana da Copa do Mundo e a Fifa anunciou que vai tomar medidas para assegurar que tais disputas sobre premiações não voltem a ocorrem em futuros Mundiais.

Falando a jornalistas em Acra, o presidente da Associação Ganesa de Futebol (GFA, na sigla em inglês), Kwesi Nyantakyi, disse que o uso de aviões para enviar dinheiro aos jogadores não é nenhuma novidade.

“Em 2006, a mesma prática foi adotada. Dinheiro foi levado de Gana para a Alemanha e pago aos jogadores”, disse ele. “Em 2010... dinheiro foi transportado de Gana para a África do Sul e pago aos jogadores –essa é a prática.”

O incidente provocou uma polêmica política em Gana, com o principal partido de oposição, o Novo Partido Patriótico, alegando que a prática seria equivalente a lavagem de dinheiro.

“Isso é uma vergonha para o país e a África. É escandaloso e arruinou a reputação conseguida a duras penas pelo país ao redor do mundo”, disse o partido em um comunicado divulgado nesta quarta-feira.   Continuação...