Argentina e Bélgica revivem jogos clássicos dos anos 1980

quinta-feira, 3 de julho de 2014 19:40 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - Uma das mais poderosas e emblemáticas fotos da Copa do Mundo retrata Diego Maradona com a posse de bola sendo encarado por um bando de defensores belgas tomados pelo pânico.

Trinta e dois anos depois, Lionel Messi está pronto para imprimir um terror similar na defesa belga quando ambas as seleções se enfrentarem pelas quartas de final do Mundial no sábado em Brasília.

A Argentina vai tentar passar das quartas de final pela primeira vez desde 1990 e seus torcedores se questionam se Messi pode conduzir seu time até a conquista do título, assim como Diego Maradona fez pela Argentina em 1986.

A coincidência do jogo contra a Bélgica levou a mais comparações entre Maradona e Messi, e a até que ponto cada um deles carrega seus respectivos times nas costas.

Embora a Bélgica tenha vencido a partida na qual a famosa foto foi tirada, Maradona voltou para assombrar os belgas quatro anos depois em 1986, quando marcou ambos os gols da vitória argentina por 2 x 0, o segundo com uma arrancada incrível através do centro da defesa.

O duelo de sábado no Estádio Nacional, em Brasília, no poeirento planalto central brasileiro, vai ser o primeiro encontro desde aquele jogo na Cidade do México.

O brilho de Messi foi suficiente para a Argentina passar pela Bósnia, Irã, Nigéria e Suíça, mas a Bélgica, que tem melhorado seu futebol a cada jogo, é um adversário completamente diferente.

A Argentina vai precisar variar mais no ataque, e talvez avançar mais alguns jogadores, se quiser encerrar a seca de 24 anos e garantir uma vaga nas semifinais.

A atuação de Messi tem sido um gritante contraste com a ineficiência de seus colegas no ataque. Higuaín e Rodrigo Palacio ainda não marcaram, Sergio Aguero está lesionado e Di María pode ser culpado por perder demais a bola para os suíços antes de marcar o gol da vitória nas oitavas de final.   Continuação...

 
Lionel Messi, da Argentina, durante treinamento em São Paulo. 1/7/2014 REUTERS/Paulo Whitaker