Contra Colômbia, Brasil espera adversário favorável que joga e deixa jogar

sexta-feira, 4 de julho de 2014 08:51 BRT
 

Por Pedro Fonseca

FORTALEZA (Reuters) - A Colômbia tem o artilheiro da Copa do Mundo, o segundo melhor ataque e uma das melhores defesas da competição, mas ainda assim a seleção brasileira espera encontrar nesta sexta-feira um adversário bom para o estilo de jogo do Brasil e que não tem a tradição de transformar os duelos entre as equipes em "guerras".

A seleção colombiana faz seu melhor Mundial na história e chega para o jogo das quartas de final, no Castelão, em Fortaleza, como destaque do torneio com quatro vitórias em quatro jogos e tendo o camisa 10 James Rodríguez como artilheiro com cinco gols, enquanto o Brasil ainda não convenceu na competição e passou um sufoco contra o Chile nas oitavas de final.

Os brasileiros, mesmo assim, estão satisfeitos com o rival que terão pela frente, e estariam mais preocupados caso o Uruguai tivesse vencido a Colômbia nas oitavas e avançado para o jogo com o Brasil.

Na avaliação dos jogadores e da comissão técnica do Brasil, a Colômbia tem um estilo de jogo ofensivo similar ao brasileiro, que deixa espaços para o adversário também jogar, o que normalmente é bem aproveitado pela seleção -- como aconteceu na vitória por 3 x 0 sobre a Espanha na final da Copa das Confederações do ano passado.

Além disso, a equipe colombiana não tem um histórico de rivalidade acirrada com o Brasil.

"Contra a Colômbia não temos guerra. Quando não se tem essa guerra nossos jogadores se sentem mais à vontade. Oponentes como Argentina, Uruguai e Chile jogam em cima do nosso time com malandragem, perspicácia, e a gente não tem isso que eles têm", disse o técnico Luiz Felipe Scolari em entrevista coletiva na véspera da partida.

"Alguns adversários são um pouco mais difíceis do que outros, o Brasil têm características que dá para jogar melhor contra A do que contra B", acrescentou.

O Chile, que o Brasil venceu nas oitavas de final nos pênaltis após um jogo tenso em que levou uma bola no travessão no segundo tempo da prorrogação, era motivo de preocupação de Felipão desde o sorteio dos grupos do Mundial, no fim do ano passado, por aliar um estilo de jogo aguerrido com a catimba.   Continuação...

 
Jogadores da seleção recebem orientação do técnico Luiz Felipe Scolari durante treinamento na Granja Comary, em Teresópolis. 1/06/2014.  REUTERS/Marcelo Regua