4 de Julho de 2014 / às 14:37 / 3 anos atrás

França e Alemanha deixam trabalho e política de lado para assistir ao jogo

Em Berlim, garota espera começo de partida entre França e Alemanha pelas quartas de final da Copa do Mundo. 4/7/2014.Steffi Loos

PARIS/BERLIM (Reuters) - As duas maiores economias da zona do euro reduziram o ritmo nesta sexta-feira, já que os trabalhadores na Alemanha e na França deram uma escapada de seus turnos ou providenciaram televisões no local de trabalho para assistir à partida na Copa do Mundo nas quartas-de-final entre seus países.

A política também desacelerou, e os socialistas no poder na França até pediram que a sessão do Senado do dia fosse reduzida para terminar às 18 horas (13 horas no Brasil) - em tempo para o início da partida - para atender a senadores ansiosos por acompanhar o jogo ao vivo.

"É melhor do que ter os senadores assistindo em seus tablets durante a sessão ou escapando continuamente para ver trechos do jogo", disse uma porta-voz do partido. "Isso só mostra que os senadores são homens comuns."

Na Alemanha, a gigante automobilística Volkswagen cancelou o turno da tarde para 4.000 funcionários em sua principal fábrica, na cidade de Wolfsburg, no norte. Um porta-voz da companhia disse que acordos semelhantes seriam feitos em outras fábricas.

A farmacêutica Bayer adotou uma outra solução que visa manter o negócio funcionando durante as duas horas de programação.

"Nós estamos optando por flexibilidade", explicou um porta-voz. "Então, os funcionários podem trocar seus turnos com outros menos interessados ​​em futebol ou - com a aprovação de um gerente - tirar uma folga para descontar das férias ou de folgas".

Surpreendendo muitos, a França avançou para as quartas-de-final na Copa do Mundo para encontrar seu maior desafio até o momento, a Alemanha, que lhe impôs dolorosas derrotas nas semifinais em 1982 e 1986.

MERKEL

O confronto iminente dominou as manchetes nos últimos dias. As agendas no mundo dos negócios e da política foram cuidadosamente organizadas para permitir que o jogo seja visto.

O presidente francês, François Hollande, deve assistir à partida no Palácio do Eliseu cercado por uma centena de jovens franceses que estudaram a a língua alemã e obtiveram as melhores notas.

Em Berlim, a chanceler Angela Merkel também vai assistir e quer "que a equipe ganhe - não importa como", disse um porta-voz.

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