ANÁLISE-Sem Neymar, Brasil perde sua grande esperança e fica mais distante do hexa

sexta-feira, 4 de julho de 2014 22:55 BRT
 

Por Pedro Fonseca

FORTALEZA (Reuters) - O tamanho da ausência de Neymar para a seleção brasileira se explica de forma direta: se não fosse pelo camisa 10 o Brasil não teria o mesmo peso de favorito ao título da Copa do Mundo, mesmo jogando em casa.

O atacante de 22 anos, que está fora do Mundial por uma fratura sofrida em campo, era o grande craque do time e dividia com o argentino Lionel Messi, seu colega de equipe no Barcelona, todas as atenções dessa Copa, a primeira de sua carreira.

A sonhada final Brasil x Argentina no Maracanã ainda é possível, mas o tira-teima Neymar x Messi não vai mais acontecer.

"Ficamos tristes pelo desfalque do atleta e pelo ser humano que perde a chance de realizar um sonho. Sabemos o quanto ele se prepara e sonha em brilhar com um título", disse o zagueiro da seleção David Luiz.

Neymar levou uma joelhada nas costas do colombiano Juan Zúñiga nos minutos finais da vitória do Brasil por 2 x 1 sobre a Colômbia pelas quartas de final do Mundial, nesta sexta-feira, no Castelão, em Fortaleza.

Ele saiu de campo de maca e chorando, num momento marcado pela apreensão da torcida que via com preocupação a possível perda de seu ídolo e maior esperança de título.

Foi em grande parte graças a Neymar que a seleção brasileira conquistou a Copa das Confederações do ano passado, torneio que marcou uma virada para um time visto até então com desconfiança e que colocou o Brasil entre os grandes candidatos ao título mundial após derrotar a Espanha por 3 x 0 na decisão.

Assim como nos jogos do ano passado, Neymar foi decisivo na maioria das partidas do Brasil nesta Copa do Mundo, em especial diante da queda de rendimento do conjunto como um todo, o que fez sobressair ainda mais a importância do jogador para a equipe.   Continuação...

 
Neymar deixa o campo em uma maca após receber joelhada nas costas em partida contra a Colômbia no Castelão, em Fortaleza/ 4/4/2014.  REUTERS/Fabrizio Bensch