Brasil enfrenta realidade dura sem Neymar

sábado, 5 de julho de 2014 16:50 BRT
 

Por Brian Winter

SÃO PAULO (Reuters) - Nos salões de cabeleireiro, nas padarias e nos parques de todo o Brasil, todos estão balançando a cabeça e murmurando o mesmo nome neste sábado: Neymar.

Qualquer alegria com a vitória de 2 x 1 sobre a Colômbia nas quartas de final da Copa do Mundo na sexta-feira já evaporou, substituída pelo temor de que a seleção não consiga conquistar seu primeiro Mundial em casa sem seu astro atacante.

Neymar, fora do torneio depois de ter uma vértebra fraturada no segundo tempo do jogo, foi de longe o mais criativo, dinâmico e influente do time – tão bom que alguns torcedores acusam os outros jogadores do Brasil de ficar assistindo e esperando que ele faça algo espetacular.

Mas Neymar foi muito mais que isso. Sua combinação de origem humilde e cortes de cabelo nada discretos lhe confere um apelo inigualável junto à classe média emergente que dominou a cultura e a política brasileiras nos últimos anos.

Seu sorriso fácil, onipresente em revistas e outdoors, foi um antídoto sob medida para a pressão massacrante sentida pelo país por sediar a Copa pela primeira vez desde 1950.

“A seleção brasileira perdeu a alma”, disse Marcelo Rodrigues, sacudindo a cabeça enquanto varria o chão de uma barbearia em São Paulo, na manhã deste sábado.

“Não dá para substituir um cara como aquele”, ecoou o cliente João Brandeis Silva. “Uma pena, finalmente o time estava indo bem.”

As manchetes dos jornais neste sábado seguiam a mesma linha, ressaltando muito mais a lesão de Neymar do que a vitória.   Continuação...

 
Neymar sente contusão após joelhada nas costas em jogo contra a Colômbia em Fortaleza. 04/07/2014. REUTERS/Fabrizio Bensch