Médico da seleção critica arbitragem e vê orientação da Fifa para economizar cartões

sábado, 5 de julho de 2014 20:43 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

TERESÓPOLIS Rio de Janeiro (Reuters) - O médico da seleção brasileira José Luís Runco criticou neste sábado a passividade das arbitragens na Copa do Mundo e o que apontou como uma orientação da Fifa para que os juízos evitem dar cartões nas partidas do Mundial.

As declarações do médico da seleção vêm um dia depois de o atacante Neymar, principal estrela da seleção brasileira, levar uma joelhada nas costas na partida contra a Colômbia, que provocou uma fratura em uma vértebra lombar do jogador e o tirou do restante do Mundial.

“Temos jogos do Brasil não muito compatíveis e com entradas acima da linha da bola“, disse Runco. “As pessoas da Fifa devem estar atentas a isso”, acrescentou.

Após acompanhar os últimos momentos de Neymar na seleção, o médico brasileiro criticou o que apontou como uma orientação dada pela Fifa aos árbitros para que evitem distribuir cartões que possam “pendurar” jogadores em momentos decisivos.

O colombiano Camilo Zuñiga, autor da joelhada que tirou Neymar do Mundial, por exemplo, sequer recebeu o cartão amarelo no lance durante a vitória de 2 x 1 do Brasil sobre a Colômbia.

“Os juízes têm recomendação de evitar o máximo possível de dar cartão... O atleta colombiano, acredito que vai tomar alguma punição, acredito que vá e devem ter especialistas estudando isso na Fifa”, complementou ele.

O departamento jurídico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estuda duas medidas nas próximas horas junto à Fifa.

Uma delas visa tentar retirar o cartão amarelo recebido por Thiago Silva na partida com a Colômbia, que o deixa de fora da semifinal com a Alemanha na terça-feira. Membros da comissão técnica da seleção, no entanto, reconhecem que não há precedentes na Fifa para revogar a advertência, embora tenham achado a decisão do árbitro rigorosa.   Continuação...

 
Médico da seleção brasileira, José Luís Runco, dá entrevista coletiva em Teresópolis. 05/07/2014. REUTERS/Marcelo Regua