Após chuva de gols na 1a fase, retrancas marcam quartas de final

domingo, 6 de julho de 2014 17:24 BRT
 

By Iain Rogers

BRASÍLIA (Reuters) - Depois da fartura de gols e das táticas ultra-ofensivas que permearam a primeira fase, as quartas de final da Copaforam, por outro lado, marcadas pela precaução e até mesmo pela agressão, com o anfitrião Brasil levando as regras do futebol ao limite para despachar a Colômbia.

Apenas cinco gols foram marcados em quatro jogos, sendo um deles de pênalti e o outro de falta, e a média de gols acabou caindo para 2,6 por jogo, ainda a maior desde os 2,7 gols por partida da Copa do Mundo da França de 1998, mas muito abaixo do recorde de 5,4 gols na Suíça em 1954.

A inevitável tensão da fase mata-mata fez com que os técnicos optassem pela defesa, e a vitória sem brilho do Brasil sobre a Colômbia por 2 x 1 foi um banho de água fria após os divertidos jogos da primeira fase, protagonizados por seleções que jogavam com ambição, estilo e entusiasmo.

A Colômbia, que havia jogado maravilhosamente bem até as oitavas de final, acabou sucumbindo diante do jogo físico do Brasil. Era claro que a ordem do treinador Luiz Felipe Scolari dada aos jogadores era ganhar a qualquer custo.

O comandante pareceu instruir os jogadores a cometer faltas como um recurso tático, em vez de tratá-las como um infrações às regras do jogo.

Os jogadores brasileiros cometeram 31 faltas e o árbitro espanhol Carlos Velasco Carballo esperou até metade do segundo tempo até mostrar o primeiro cartão amarelo, para o capitão Thiago Silva, suspendendo-o da semifinal terça contra a Alemanha.

O jogo também ficou marcado pela lesão de Neymar, que sofreu uma fratura de vértebra após chegada feia do defensor colombiano Juan Zúñiga, e agora o Mundial está privado de um de seus mais promissores atacantes.

O lado negro da partida em Fortaleza ofuscou a linda cobrança de falta do zagueiro David Luiz, que determinou a vitória brasileira.   Continuação...

 
Goleiro da Costa Rica, Keilor Navas, durante cobranças de pênaltis contra a Holanda, na Arena Fonte Nova, em Salvador. 5/7/2014 REUTERS/Sergio Moraes