Di Stéfano, lenda do Real Madrid, morre aos 88 anos

segunda-feira, 7 de julho de 2014 15:28 BRT
 

Por Iain Rogers

(Reuters) - Frequentemente colocado junto a Pelé e Diego Maradona como um dos maiores expoentes do futebol, Alfredo Di Stéfano, que faleceu nesta segunda-feira aos 88 anos, foi um dos jogadores mais completos de todos os tempos.

Zagueiro habilidoso, uma potência no meio-campo, um armador perspicaz e um atacante prolífico, ele era visto cobrindo a defesa, disparando no meio campo, armando jogadas para os atacantes e balançando a rede, tudo no mesmo jogo.

Conhecido como 'La Saeta Rubia' ("A Flecha Loira"), seus feitos no campo ajudaram a transformar o Real Madrid, time ao qual se juntou em 1953, em um dos maiores do mundo.

Graças a ele, o Real deixou de ser um time de segunda categoria para se tornar um dos reis do continente --foram cinco Copas Europeias consecutivas entre 1956 e 1960, e ele marcou gols em todas elas.

"As pessoas se dividem entre Pelé e Maradona," disse Pelé à imprensa espanhola no final de 2009. “Para mim, Di Stéfano é o melhor. Era muito mais completo”.

Di Stéfano foi o pai do "futebol total" e estava anos à frente do seu tempo quanto à maneira como encarava sua carreira profissional. No linguajar moderno, ele foi o primeiro “Galático”.

Pronto para jogar para quem pagasse mais, ele também foi acusado por alguns de ser um mercenário do futebol. Ele se misturava com ricos e famosos, estreou um filme sobre si mesmo e foi vítima de um sequestro dramático na Venezuela.

Brusco, egocêntrico, impaciente e de humor ácido, não tolerava tolices.   Continuação...

 
Cristiano Ronaldo e Alfredo Di Stéfano, do Real Madrid, em cerimônia realizada em Madri. 3/11/2011 REUTERS/Sergio Perez