7 de Julho de 2014 / às 23:24 / em 3 anos

Felipão define equipe do Brasil com base na “equilibrada” Alemanha

Técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, chega para entrevista coletiva em Belo Horizonte. 07/07/2014. REUTERS/David Gray

BELO HORIZONTE (Reuters) - Sem revelar os nomes dos escolhidos para o time titular do Brasil, o técnico Luiz Felipe Scolari admitiu que vai escalar a equipe de acordo com as características dos jogadores da seleção da Alemanha, adversária da semifinal de terça-feira e considerada por ele como “equilibrada”.

Felipão disse nesta segunda-feira que já definiu o time para a partida de semifinal da Copa do Mundo, mas preferiu não divulgá-lo. Ele contou que “não foi fácil” escolher os titulares e que se baseou nas observações feitas por seus companheiros de comissão técnica, os ex-jogadores Gallo e Roque Júnior.

“Pelas características mostradas e uma situação de jogo (o time) já esta definido. Estamos fazendo o que achamos que temos que fazer e dando nosso melhor. Talvez não de uma forma linda, mas estamos caminhando”, disse o técnico brasileiro em entrevista coletiva nesta segunda no Mineirão, palco da partida de terça.

“A Alemanha mostra equilíbrio em todos os setores, tanto defensivamente, quanto no meio-campo e ataque, tem um plano de jogo muito bom”, acrescentou ele, aparentando tranquilidade para o confronto de semifinal.

Felipão destacou que o time alemão vem se preparando há seis anos para a Copa do Mundo, que merece respeito, mas que o Brasil precisa impor seu estilo de jogo.

“Temos que respeitar a equipe da Alemanha, por tudo que faz e joga, mas não podemos respeitar sem nos impor e colocar nossa maneira de jogar, já definimos no nosso treinamento. Vamos causar algumas dificuldades à Alemanha”, afirmou ele.

“É um jogo muito difícil amanhã, nós lutamos muito para chegar à semifinal... fomos crescendo de produção e chegamos à semifinal.”

O Brasil realizou uma campanha sem brilho nesta Copa do Mundo, com três vitórias e dois empates, e mostrando muita dificuldade na criação de jogadas.

Para piorar, o time ficou sem seu principal jogador, Neymar, que fraturou uma vértebra nas quartas de final diante da Colômbia e está fora do torneio. Outro desfalque para o jogo contra a Alemanha é o capitão e zagueiro, Thiago Silva, suspenso com o segundo cartão amarelo.

“Desde o início trabalhamos com motivação e superação em algumas dificuldades que tínhamos. Isso vai continuar sendo seguido e temos que nos superar para termos aquilo que queremos”, disse Felipão.

FORMAÇÃO DA EQUIPE

Felipão indicou nesta segunda-feira que pode optar por uma formação com três volantes no time titular da seleção brasileira para suprir a ausência de Neymar, colocando Luiz Gustavo, Paulinho e Fernandinho no meio-campo, com Oscar, Hulk e Fred mais à frente.

Várias mudanças foram feitas durante o treinamento em Teresópolis, que teve Daniel Alves de volta à lateral direita, mas que depois foi substituído por Maicon, titular nas quartas de final diante da Colômbia.

“Se eu jogar com três volantes, vou dar mais liberdade aos laterais e, com dois homens (no meio-campo) vou dar menos liberdade, mas vou acrescentar mais situações para dar trabalho à Alemanha”, declarou ele, despistando sobre a escalação.

Para a vaga de Thiago Silva na zaga, ele deve optar por Dante, como o próprio capitão brasileiro sugeriu, provocando risos de Felipão e pedidos para que não revelasse os outros escolhidos.

“Tanto o Dante pode me substituir, quanto tem três ou quatro jogadores para colocar (na vaga do Neymar). A escalação depende do professor, mas quem ele colocar em campo, a gente vai estar bem representado”, afirmou Thiago Silva.

Dante atua no Bayern de Munique, base da atual seleção alemã, e ajudou a comissão técnica com dicas sobre as características dos atletas alemães, como se comportam, as preferências de dribles e outros detalhes, segundo Felipão.

“Eles (jogadores brasileiros que atuam ou atuaram na Alemanha) preenchem com alguns dados que às vezes deixamos de lado. Falam muito sobre os colegas e como se comportam”, disse o treinador, que lembrou seu retrospecto pessoal contra a Alemanha.

Felipão comandou o Brasil ao título mundial de 2002 contra a Alemanha, mas perdeu para a tricampeã os confrontos que teve pela seleção portuguesa em 2006 e 2008. “Para igualar precisamos vencer essa”, disse.

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