Amigos fora de campo, alemães Ozil e Khedira diferem dentro das quatro linhas

segunda-feira, 7 de julho de 2014 20:40 BRT
 

Por Iain Rogers

SÃO PAULO (Reuters) - Grandes amigos e ex-companheiros de equipe no Real Madrid, Mesut Ozil e Sami Khedira dão contribuições completamente diferentes à seleção alemã, que enfrenta o Brasil pela semifinal da Copa do Mundo na terça-feira em Belo Horizonte.

Ozil é talvez o jogador mais talentoso da Alemanha, abençoado com uma excelente técnica e visão de jogo, além de um olhar afiado para encontrar o gol, mas ele é também um dos jogadores com atuações mais decepcionantes nesta Copa, com o hábito de acabar excluído das jogadas.

Khedira, por outro lado, que voltou de uma séria lesão no joelho pouco antes do Mundial no Brasil, é o clássico meia que faz tudo, cujo fôlego incansável para correr e marcar raramente recebe reconhecimento, mas é vital para o sucesso do time.

Ambos podem ter um papel crucial pela Alemanha, eliminada nas semifinais nos últimos dois Mundiais seguidos, enquanto o time persegue sua primeira participação em uma final de Copa desde a derrota para o Brasil em 2002.

Ozil foi um dos principais destaques da Alemanha na campanha até as semifinais na África do Sul há quatro anos, mas tem falhado em repetir o desempenho de maneira consistente nesse Mundial.

É o mesmo que se observou no Real, e que se tem visto em seu atual clube Arsenal, com raros momentos de brilhantismo pontuando uma sucessão de atuações apagadas.

Khedira, de 27 anos, que tem um pai tunisiano e uma mãe alemã, ainda não conquistou lugar definitivo como titular, mas quando o técnico Joachim Loew o colocou em campo, ele deu demonstrações vigorosas de sua energia.

Sua temporada no Real foi arruinada pela lesão no joelho sofrida quando jogava pela Alemanha contra a Itália em novembro, mas ele voltou a tempo de entrar como titular na final da Liga dos Campeões, em que o Real Madrid ganhou de virada sobre o Atlético de Madri.   Continuação...

 
Jogadores da Alemanha Sami Khedira e Mesut Ozil (direita) em Santa Cruz Cabrália (BA), a caminho de Belo Horizonte para enfrentar o Brasil na semifinal. 7/7/2014 REUTERS/Arnd Wiegmann