Mascherano inspira Argentina e leva seleção à final

quinta-feira, 10 de julho de 2014 12:31 BRT
 

Por Iain Rogers

BRASÍLIA (Reuters) - Os torcedores do Barcelona que vêm acompanhando o desempenho brilhante de Javier Mascherano na Argentina na Copa do Mundo provavelmente vêm se fazendo a mesma pergunta: por que ele não joga assim para nós?

Desde que ele trocou o Liverpool pela liga espanhola em 2010, o então técnico Pep Guardiola converteu Mascherano em zagueiro central, posição na qual às vezes pareceu desconfortável e prejudicado por sua baixa estatura.

Apelidado de "Jefecito" (Chefinho), ele ainda joga em sua velha função de meio-campista para sua seleção, e suas atuações impressionantes no Brasil são uma das razões de a Argentina estar se preparando para disputar a final com a Alemanha no domingo.

"Foi Mascherano e mais dez", afirmou o ex-capitão argentino Diego Maradona depois da vitória da semifinal sobre a Holanda nos pênaltis.

Embora seu colega de equipe Lionel Messi venha recebendo mais manchetes, o incansável Mascherano talvez tenha sido o melhor do torneio em sua posição, além de ser uma presença calma e confiável no time.

Ele cobre enormes porções do campo, raramente erra um passe, fica à vontade tomando a dianteira com a bola e é feroz nas disputas, a ponto de ser comparado a um "pitbull" por Maradona.

O jogador de 30 anos, que soma 104 jogos por sua seleção e é o único argentino que já conquistou dois ouros olímpicos, acumula estatísticas impressionante no Mundial.

Ele tem a melhor marca de passes completos (86,6 por cento) e foi quem se envolveu em mais disputas de bola (28).   Continuação...

 
Javier Mascherano, da seleção argentina, trava finalização de Arjen Robben, da Holanda, durante partida em São Paulo. 10/07/2014. REUTERS/Francois Xavier Marit