10 de Julho de 2014 / às 16:13 / em 3 anos

MP pretende oferecer denúncia logo no caso de venda ilegal de ingressos

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Ministério Público do Rio de Janeiro pretende oferecer à Justiça o “mais rápido possível” a denúncia contra os suspeitos de venda ilegal de ingresso na Copa do Mundo, informou o órgão nesta quinta-feira. 

“Inquérito longo, analisado caso a caso e pretendo me dedicar e apresentar denúncia o mais rápido possível”, disse o promotor responsável pelo caso Marcos Kac a jornalistas após receber o inquérito, na quarta-feira. O promotor tem até cinco dias para apresentar a denúncia à Justiça do Rio de Janeiro.

A polícia prendeu 12 suspeitos de integrarem uma quadrilha que agia internacionalmente na venda ilegal de ingressos para a Copa do Mundo, entre eles o executivo Raymond Whelan, diretor da Match, empresa ligada à Fifa.

Whelan pagou fiança logo após ser preso na segunda-feira e está em liberdade. O executivo devolveu à Fifa sua credencial de trabalho no Mundial. Segundo a entidade, no entanto, isso não representa que tenha assumido a culpa.

Em comunicado, a Match afirmou que a prisão de Whelan foi “arbitrária e ilegal”.

No inquérito sobre o caso, concluído na quarta-feira, a polícia pede a prisão preventiva por tempo indeterminado de 11 dos 12 detidos. Um deles não teve pedido solicitado por ter colaborado com as investigações policiais.

Os integrantes do grupo são acusados pelos crimes de cambismo e associação criminosa.

A Match é a principal fornecedora de pacotes de viagem para o Mundial e pagou 240 milhões de dólares pela exclusividade dos direitos de venda de pacotes corporativos de hospitalidade para as Copas de 2010 e de 2014.

A empresa possui um contrato vigente com a Fifa até a Copa de 2022 no Catar.

Segundo a polícia, o grupo, que seria liderado pelo franco-argelino Fofana Lamine, esperava faturar cerca de 200 milhões de reais com a venda e revenda de ingressos no Mundial do Brasil.

Fofana, que está preso desde o dia 1º de julho, tinha trânsito livre em eventos da Fifa e conseguia ingressos junto à agência Match, para revendê-los por valores bem acima dos preços fixados pela entidade, segundo a polícia.

Fofana atuaria há pelos quatro Copas do Mundo e tinha residências e escritórios em diversos países. Pedidos de habeas-corpus apresentados para tentar libertar o suspeito foram negados pela Justiça.

Por Rodrigo Viga Gaier; Edição de Maria Pia Palermo

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