10 de Julho de 2014 / às 20:29 / em 3 anos

Sem alternativas, futuro da seleção deve reunir derrotados em casa e em Londres-2012

Jogadores da seleção antes de partida contra a Alemanha no estádio Mineirão, em Belo Horizonte. 8/7/2014. REUTERS/David Gray

TERESÓPOLIS Rio de Janeiro (Reuters) - O futuro da seleção brasileira depois do fracasso na Copa do Mundo em casa pode trazer de volta jogadores marcados por outra derrota, na final da Olimpíada de Londres para o México, e a falta de alternativas para o time coloca em dúvida as chances de o Brasil dar a volta por cima depois da humilhação contra a Alemanha.

Jogadores jovens que estiveram em Londres-2012 como Lucas, Paulo Henrique Ganso, Leandro Damião e Alexandre Pato devem ganhar novas oportunidades na seleção visando a Copa do Mundo de 2018, formando a base da equipe ao longo dos próximos quatro anos com jogadores remanescentes do grupo atropelado por 7 x 1 pelos alemães na semifinal do Mundial em Belo Horizonte.

Além do time sub-23 que perdeu para o México na final da Olimpíada, a equipe sub-20 do Brasil não conseguiu nem se classificar para o Mundial da categoria no ano passado, ao terminar em penúltimo lugar de seu grupo no Sul-Americano, evidenciando os problemas na renovação do futebol brasileiro.

“Provavelmente, muitos desses jogadores, 70 por cento no mínimo, estarão em 2018 com a seleção, já com essa bagagem que nós não tínhamos”, afirmou Felipão, apontando a experiência adquirida no Mundial em casa como importante para o futuro da seleção.

Do grupo atual do Brasil, somente seis jogadores tinham disputado uma Copa do Mundo antes, dos quais apenas cinco permaneceram na equipe desde o Mundial de 2010 na África do Sul. Para a Copa de 2018, na Rússia, o aproveitamento de atletas do Mundial de 2014 deve ser bem maior.

Entre os 20 jogadores de linha da seleção atual, sete (Marcelo, Luiz Gustavo, Paulinho, Willian, Oscar, Neymar, Bernarnd) terão 30 anos ou menos na próxima Copa e outros cinco (David Luiz, Henrique, Ramires, Hulk e Jô) terão 31 anos.

Neymar, Oscar, Willian, Marcelo e Luiz Gustavo dificilmente serão descartados pelo técnico que substituir Luiz Felipe Scolari no comando da seleção, até porque não há muitas opções.

“São bons jogadores, atingiram objetivos, chegaram à Copa das Confederações e ganharam, chegaram aqui e ficaram entre os quatro melhores do mundo”, disse Felipão em defesa de seus jogadores.

“Não dá para a gente denegrir porque houve um resultado que vai ficar para a história. Foi um episódio que não existe mais, não vai acontecer”, afirmou. “Eles serão os jogadores que continuarão trabalhando pelo Brasil, voltando a ser um dos melhores times do mundo na medida que eles forem evoluindo e crescendo dentro da profissão com o tempo.”

RENOVAÇÃO

Renovar a seleção brasileira é uma busca constante dos técnicos que passaram pelo time desde a Copa do Mundo de 2006, quando o Brasil foi derrotado pela França nas quartas de final no último Mundial de nomes consagrados como Ronaldo, Ronaldinho, Roberto Carlos e Cafu.

A tentativa mais recente foi iniciada por Mano Menezes depois da derrota em 2010 do time comandado por Dunga. Neymar e David Luiz são dois titulares que estrearam com Mano e permaneceram na equipe desde então.

No próximo ciclo de quatro anos a seleção terá um outro desafio grande em casa, buscar a conquista da inédita medalha de ouro dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em 2016. A Olimpíada será uma nova oportunidade para se buscar uma renovação.

O trabalho já pode ser iniciado logo depois da Copa do Mundo. Em setembro, o Brasil vai enfrentar Colômbia e Equador em dois amistosos nos Estados Unidos.

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