Segurança para final no Maracanã terá ao menos 26 mil homens, diz ministro

quinta-feira, 10 de julho de 2014 21:05 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Pelo menos 26 mil homens estarão envolvidos na operação de segurança da final da Copa do Mundo, entre Alemanha e Argentina, no domingo, no Maracanã, informou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, nesta quinta-feira.

De acordo com ele, são forças que vão atuar fora do estádio e mais 1.500 agentes privados ficarão dentro da arena.

"Vamos empregar aquilo que tínhamos planejado para uma final. Fizemos um detalhamento de segurança que nos dá muito conforto e nos deixa bastante tranquilos de que manteremos o padrão de excelência que temos desde o início da Copa do Mundo", afirmou o ministro após uma reunião no Rio de Janeiro com representantes da Fifa, outros ministérios e autoridades de segurança.

O esquema de segurança no entorno do Maracanã começará no sábado, quando cerca de 5 mil homens começarão a isolar o estádio.

No dia seguinte, serão utilizados outros 10 mil homens da Polícia Militar. Além da PM, vão ser empregados no esquema de segurança homens da Polícia Civil, bombeiros, guardas municipais, Força Nacional de Segurança e Forças Armadas.

O contingente da PM no Rio foi aumentando durante o torneio, quando havia 2,5 mil homens, devido às invasões em jogo da Argentina, quando torcedores pularam o muro, e na partida entre Chile e Espanha, na qual chilenos invadiram o centro de mídia para tentar entrar no estádio, ainda pela primeira fase. Por causa disso, houve um aumento para cerca de 4 mil homens da PM.

Segundo um participante da reunião, a previsão é de que entre 10 e 15 chefes de Estado devem estar presentes na final da Copa do Mundo, mas a presença da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, não está confirmada.

"Todos os turistas que aqui vierem serão bem recebidos, com excelente padrão de segurança e tenho certeza de que a final vai ser uma festa", disse Cardozo.

Representantes das Forças Armadas informaram que não mudarão a sua estratégia de atuação e não estarão no front da operação --eles vão continuar a trabalhar com escolta de delegações, pontos estratégicos, estações de água e energia e deslocamento de autoridades.

Um almoço para os chefes de Estado está programado para acontecer no dia do jogo no Palácio Guanabara, sede do governo estadual.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)