Mundial continua a conquistar norte-americanos, mostra pesquisa Reuters/Ipsos

sexta-feira, 11 de julho de 2014 12:43 BRT
 

NOVA YORK (Reuters) - Os Estados Unidos podem ainda não morrer de amores pelo futebol, mas cada vez mais norte-americanos tem se tornado fãs do esporte à medida que a Copa do Mundo avança no Brasil, de acordo com uma pesquisa conduzida pela Reuters/Ipsos.

Cinquenta e seis por cento dos norte-americanos disseram acompanhar a Copa do Mundo antes das semifinais, comparados com os 39 por cento que responderam o mesmo durante a primeira semana do torneio.

As boas performances do time dos EUA, que se classificou para as oitavas de final, na qual acabou eliminado pela Bélgica, ajudou a consolidar o interesse do espectador em um esporte cuja popularidade ao redor do mundo geralmente não se estendia aos EUA.

O Mundial "tem sido divertido de assistir", disse Josh Morris, de 28 anos, em Gladwin, Michigan.

"Quatro anos atrás, eu mal sabia que existia Copa do Mundo", disse Morris, que costuma acompanhar toda a semana os campeonatos de beisebol e de futebol americano. "Eu ainda não diria que é meu esporte favorito, mas meu interesse é dez vezes maior do que era."

E embora o futebol ainda não tenha adquirido status de obsessão nacional que possui na América do Sul e Europa, o jogo dos EUA contra Portugal pela fase de grupos do Mundial foi a partida de futebol mais assistida da história do país. Estimadas 27 milhões de pessoas assistiram ao duelo na ESPN e na emissora em espanhol Univisión.

Os norte-americanos também ficaram cada vez mais fixados no torneio jogo a jogo, revela a pesquisa. Cerca de 62 por cento disseram ter ouvido falar ou lido sobre o Mundial nesta semana, comparados com apenas metade dos pesquisados há três semanas.

Perguntados na véspera das semifinais sobre quem conquistaria o título, o dobro de pesquisados disse torcer para a Alemanha em comparação com os que torcem para a Argentina. Os dois times disputam o troféu de campeão no domingo.

Seis por cento dos norte-americanos disseram que a seleção dos EUA tinha chances de ganhar o torneio --mesmo que a seleção já não esteja mais na competição.

A pesquisa online Reuters/Ipsos foi feita com 1.365 adultos norte-americanos entre 13 e 17 de junho, e mais 1.674 pessoas entre 4 e 8 de julho. A margem de erro foi de mais ou menos 3,2 por cento para a pesquisa feita em junho e de mais ou menos 2,7 por cento para a feita em julho.

(Reportagem de Lindsay Dunsmuir e Maurice Tamman) ((Tradução Redação Rio de Janeiro; 55 21 2223 7146)) REUTERS FP ES