Invasão argentina no Rio faz autoridades redobrarem atenção à segurança

sexta-feira, 11 de julho de 2014 19:48 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A presença da Argentina na final da Copa do Mundo aumentou a atenção das autoridades de segurança do Rio de Janeiro, que mapearam cinco pontos estratégicos que precisam de policiamento especial pelo menos até a final do Mundial no domingo.

Esses pontos vão desde locais boêmios passando por pontos turísticos e locais onde os argentinos que vêm de carro para o Rio de Janeiro irão parar seus veículos do tipo vans e motor homes. A previsão é que ao menos 70 mil argentinos estejam no Rio para a final contra a Alemanha, a maioria deles sem ingresso para a partida.

“Nossa maior preocupação é com o grande número de pessoas circulando sem ingressos”, disse o secretário de Segurança pública, José Mariano Beltrame

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o bairro da Lapa, no centro da cidade, onde estão bares, restaurantes e casas noturnas, receberá uma atenção especial das forças policiais. Um dos temores das autoridades é de que a forte presença de argentinos na cidade possa se tornar um foco de brigas entre torcidas rivais.

Outro ponto estratégico mapeado pela polícia do Rio de Janeiro é a cidade de Búzios e municípios da região dos Lagos. Por ser um balneário, Búzios recebe durante todo ano uma grande quantidade de argentinos que se misturam aos brasileiros que vivem e frequentam os mesmos locais.

“A presença da Argentina na final e de argentinos no Rio de Janeiro requer um cuidado e um planejamento todo especial”, disse à Reuters Roberto Alzir, representante da Secretaria Extraordinária de Grandes Eventos.

As autoridades policiais escolheram ainda o bairro de Copacabana como um ponto de reforço policial antes e durante o jogo.

Por ser um dos pontos turísticos mais famosos do Rio de Janeiro e reunir a Fan Fest da Fifa, a perspectiva é que o bairro concentre um grande número de torcedores argentinos.   Continuação...

 
Torcedores da Argentina na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. 11/07/2014. REUTERS/Ricardo Moraes