Polícia prende manifestantes na véspera da final no Rio

sábado, 12 de julho de 2014 13:01 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Na véspera da final da Copa do Mundo, a  polícia do  Rio de Janeiro prendeu ao menos 19 manifestantes que participaram recentemente de protestos e atos violentos na cidade, numa clara tentativa de inibir possíveis manifestações no dia do encerramento do Mundial.

A maioria dos detidos participou de protestos que terminaram em confusão, tumulto, depredação e vandalismo desde meados do ano passado.

No Rio de Janeiro, ao menos 18 pessoas foram detidas em diversos endereços da cidade. Uma das líderes dos movimentos de rua do Rio de Janeiro, Elisa Quadros Sanzi, conhecida como Sininho, também está entre as detidas. Ela teria sido presa em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, por policiais fluminenses.

Além das prisões, a policia cumpriu mandados de busca e apreensão determinados pela Justiça. Na casa de um dos manifestantes, um professor, foi encontrada uma mascara de gás. Os policiais também apreenderam computadores, celulares, explosivos e até arma de fogo.

Na véspera da abertura da Copa do Mundo, no mês passado, a policia do Rio de Janeiro também deteve 10 manifestantes suspeitos de envolvimento nos protestos de rua e em atos de vandalismo.

Nos últimos dias, circularam vídeos na Internet convocando manifestantes a voltar às ruas das principais capitais do país. No Rio de Janeiro, a Copa do Mundo começou com protestos e manifestações de menor porte do que na Copa das Confederações do ano passado, quando uma onda de protestos tomou as ruas de todo o país e chegou a reunir mais de 1 milhão de pessoas em todo o Brasil.

Um gigantesco esquema de segurança foi montando pelos governos federal, estadual e municipal para a final da Copa do Mundo. Cerca de 26 mil homens das forças públicas atuarão na final do Mundial. Dentro do Maracanã, serão mais de 1.500 segurança privados em ação.