PSDB diz que Dilma quer criar "Futebolbrás" e presidente rebate críticas

sábado, 12 de julho de 2014 14:39 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff usou sua conta no Twitter neste sábado para rebater as críticas do PSDB à sua defesa de uma reforma do futebol brasileiro e negou que seu governo queira comandar o esporte.

Em entrevista à GloboNews na noite de sexta-feira, Dilma defendeu uma reformulação no futebol brasileiro e reiterou que o país tem de parar de "exportar" seus jogadores, após a humilhante derrota de 7 x 1 para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo disputada em casa. [ID:nL2N0PN0BD]

Após as declarações da presidente, o Instituto Teotônio Vilela, ligado ao PSDB, partido de Aécio Neves, principal adversário de Dilma na eleição deste ano, criticou a presidente e a acusou de tentar tirar proveito político do desempenho da seleção brasileira no Mundial até a derrota para a Alemanha.

"Até a fatídica terça-feira em que a Alemanha atropelou o Brasil no Mineirão, a ordem era surfar na onda de otimismo, na esperança de que ela desaguasse na entrega da taça de campeão ao zagueiro Thiago Silva (capitão do Brasil) no domingo (data da final do Mundial)", escreveu o instituto.

"Mas a maré baixou antes da hora e, com o naufrágio, busca-se agora, desesperadamente, o que afaste a presidente do espectro do fracasso em campo."

Em sua conta no Twitter, Dilma respondeu e usou o episódio em que se sugeriu a mudança da Petrobras para Petrobrax, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que é do PSDB, para rebater as críticas.

"Os que queriam transformar a Petrobras em Petrobrax, desvirtuam, agora, nossa posição de apoiar a renovação do nosso futebol", disse a presidente.

Durante o Mundial, Dilma usou sua conta na rede social e eventos públicos para declarar sua torcida pela seleção e pedir união em torno do time.

Quando o atacante Neymar se machucou e ficou fora do Mundial, a presidente mandou cartas para ele e para os jogadores e as tornou públicas.   Continuação...