12 de Julho de 2014 / às 19:03 / 3 anos atrás

Seleção alemã não se sente pressionada, diz Schweinsteiger

Bastian Schweinsteiger, da seleção da Alemanha, durante entrevista coletiva no Rio de Janeiro. 12/07/2014. REUTERS/Dylan Martinez

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Alemanha não se sentirá pressionada na partida final da Copa do Mundo contra a Argentina no domingo, pois a seleção tem experiência suficiente para lidar com este desafio, afirmou o meia Bastian Schweinsteiger neste sábado.

“Estamos extremamente felizes. Não acho que estamos sentindo pressão alguma. Temos muito jogadores que já disputaram finais em campeonatos de elite e sabem bem como lidar com a situação, embora apenas um deles já tenha disputado uma final de Copa do Mundo”, afirmou o jogador em uma entrevista coletiva no estádio do Maracanã.

Schweinsteiger disse que a experiência entre os jogadores significa que eles saberão como aproveitar o momento, mas focando sempre no desafio que está a frente deles.

“Só pensamos em uma coisa - concluir o trabalho. Quando soar o apito, a cabeça pensará somente em jogar futebol”, declarou.

A Alemanha chegou à final depois de um massacre por 7 x 1 contra a seleção brasileira, mas Schweinsteiger apontou que o próximo jogo será bem diferente.

“Estamos em excelente forma, como estávamos contra o Brasil, mas sabemos que é um jogo diferente. O Brasil estava sem Thiago Silva e Neymar, e eles sentiram uma pressão intensa. Sabemos que podemos jogar um bom futebol, mas teremos que fazer isso de novo do começo”, disse.

O jogador de 29 anos chegou ao Mundial depois de uma temporada repleta de lesões, e dada a qualidade dos jovens jogadores surgindo no futebol alemão, esta poderia muito bem ser sua última chance para vencer um Copa do Mundo.

A Alemanha perdeu para a Espanha e a Itália nas semifinais das duas últimas edições do torneio, em 2006 e 2010, e também foi eliminada entre os quatro últimos na última Eurocopa, depois de perder a penúltima final do torneio continental para a Espanha em 2008.

Mas Schweinsteiger disse que apesar das últimas decisões não terem favorecido os alemães, ele nunca perdeu a fé de que a Alemanha poderia chegar até o final nesta Copa do Mundo.

“Eu sempre acreditei por que eu vi como são os jogadores aqui, e sei que é possível. Eu tive duas lesões graves, passei por duas cirurgias no tornozelo, e tive problemas de joelho. Mas estou feliz com a maneira pela qual tudo caminhou. Foi perfeito, por que tive mais tempo para me preparar. Perdemos uma ou duas finais, mas sabemos o que é preciso para vencer um torneio em um nível tão alto”, disse.

O jogador que lidera o meio-campo alemão disse que a chave para vencer a partida seria demonstrar paciência, lidando com as principais ameaças da Argentina.

“Temos que ser pacientes. A Argentina é para mim uma equipe muito, muito boa, que chegou, merecidamente, à final. Eles tem jogadores entre os melhores do mundo: (Lionel) Messi, (Ángel) Di María e Sergio Aguero. (Javier) Mascherano é o dono da defesa, como mostrou no carrinho preciso contra Arjen Robben, que impediu um gol holandês (na semifinal). Você vê a atitude que ele tem em relação a seu país. Não será fácil para nós, mas se mostrarmos qualidade em campo e se formos espertos, conseguiremos batê-los”.

Reportagem adicional de Karolos Grohmann

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