Argentina enfrenta favoritismo da Alemanha e oposição brasileira na final

domingo, 13 de julho de 2014 14:18 BRT
 

By Andrew Cawthorne

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Alemanha luta para se tornar a primeira seleção europeia a conquistar uma Copa do Mundo em solo latino-americano na final deste domingo contra a Argentina, cujo capitão, Lionel Messi, quer seguir os passos do grande Diego Maradona.

Os alemães são os favoritos depois do massacre de 7 x 1 no Brasil na semifinal, mas com Messi a Argentina tem um dos maiores jogadores da atualidade, que pode virar um jogo importante em um segundo e adoraria levar a taça para casa pela primeira vez desde 1986, quando a seleção era capitaneada por Maradona.

Para desgosto dos brasileiros, cuja rivalidade com os vizinhos sul-americanos é profunda, cerca de 100 mil argentinos invadiram o Rio de Janeiro para o final.

Alguns pagaram 10 mil dólares por um pacote de passagem aérea e hotel, e outros dirigiram dois mil quilômetros desde Buenos Aires.

Bandeiras argentinas, barracas e carros se espalharam pelas praias de Copacabana e Ipanema, e muitos foram vistos no Cristo Redentor vestidos com o branco e o azul da seleção.

Os torcedores brasileiros estão depositando suas esperanças nos alemães, à espera de que impeçam uma vitória que permitirá aos argentinos se gabar durante anos. Alguns locais, com ingressos para a decisão na qual sonhavam em ver o Brasil erguer suas sexta Copa, envergaram as cores alemães para a ocasião.

“Perdoamos à Alemanha o que ela nos fez. Na verdade, nós os admiramos porque jogaram do jeito brasileiro”, disse o morador Bruno Perreira do lado de fora do Maracanã, vestido de alemão e brincando com torcedores argentinos.

É a terceira final de Mundial entre Alemanha e Argentina. A Argentina venceu a emocionante decisão de 1986 por 3 x 2 na Cidade do México, e os alemães os bateram por 1 x 0 quatro anos depois em um jogo terrível em Roma.   Continuação...

 
Torcedores da Argentina na praia de Copacabana, antes da partida final da Copa entre Alemanha e Argentina, no Rio de Janeiro. 13/11/2014 REUTERS/Marcos Brindicci