13 de Julho de 2014 / às 18:09 / em 3 anos

Maracanã tem revista rigorosa e "rivalidade" entre argentinos e brasileiros

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Além do maior reforço policial da história do Maracanã, palco da final entre Alemanha e Argentina neste domingo, foram montadas mais barreiras no entorno do estádio para evitar o acesso de pessoas sem ingresso.

Mulher faz ato em frente a contigente policial antes de partida entre Argentina e Alemanha pela final da Copa do Mundo, no Rio de Janeiro. 13/7/2014 REUTERS/Nacho Doce

Os torcedores tinham que mostrar o ingresso e, em alguns casos, abrir bolsas e mochilas que eram rigorosamente revistadas por policiais militares.

“Hoje está ruim para todo mundo. Tem de dar tudo certo”, disse um policial na primeira revista. Mais à frente, em uma outra barreira policial, nova revista em bolsas e mochilas.

A previsão é que cerca de 75 mil torcedores assistam à decisão da Copa do Mundo, e estarão presentes ao menos 10 chefes de Estado.

O efetivo empregado para a final é apontado como o maior da história do Rio de Janeiro e o maior em um jogo de futebol no Brasil.

Foram destacados cerca de 26 mil homens para a decisão e mais de 1.500 seguranças privados para atuarem no interior do Maracanã.

A grande quantidade de forças de segurança acabou virando atração para alguns torcedores que tiravam fotos ao passar pelas barreiras.

“Aqui deve ser o local mais seguro do mundo”, disse o brasileiro André Martins, que chegou cedo ao estádio e registrou em foto as fileiras de policiais da Força Nacional de Segurança e PMs na porta do Maracanã.

PROVOCAÇÕES

Desde o fim da manhã, horas antes do jogo, um mar azul e branco invadia as plataformas, vagões do metrô, ruas e bares no entorno do estádio. Os torcedores começaram a chegar cedo e, apesar de o duelo ser entre argentinos e alemães, as provocações eram entre argentinos e brasileiros.

Enquanto argentinos cantavam que Maradona foi maior que Pelé, brasileiros retrucavam com o grito de “pentacampeão”.

Torcedores alemães, em número bem menor que o de argentinos, observavam o duelo dos gritos curiosos.

“Vai ser ótimo ter a torcida ao nosso lado. Entendo que para os brasileiros não dá para torcer para o maior rival. Nós também jamais torceríamos para a França , por exemplo”, disse à Reuters um alemão que se identificou apenas como Kharl e estava acompanhado da mulher e de dois filhos.

No jogo de quartas de final entre França e Alemanha, no Maracanã, a torcida do Flamengo, que tem as mesmas cores da segunda camisa da Alemanha, abraçou e adotou o time durante os noventa minutos de jogo.

Edição de Maria Pia Palermo

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