Felipão e equipe não podem ser crucificados, diz ministro do Esporte

segunda-feira, 14 de julho de 2014 17:32 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, e seus jogadores não podem ser crucificados como os únicos responsáveis pelo vexame do Brasil na Copa do Mundo, disse o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que defende um choque de gestão no futebol brasileiro para que o país possa dar a volta por cima nos próximos Mundiais.

Segundo o ministro, o problema do futebol brasileiro é mais profundo que as goleadas da Alemanha e Holanda na reta final da Copa do Mundo, por 7 x 1 e 3 x 0, respectivamente. O Brasil fez uma campanha decepcionante e amargou um quarto lugar na Copa disputada em casa.

“O Felipão é um profissional vitorioso e o que aconteceu com Alemanha e Holanda não apaga a história dele de campeão por clubes e seleção", disse o ministro em entrevista à Reuters, após evento no Maracanã.

“Acho que atribuir a uma pessoa, a um grupo de jogadores, ao Felipão ou ao Parreira a responsabilidade pelo que passamos não é correto nem justo”, acrescentou.

A saída da comissão técnica do Brasil que trabalhou no Mundial de 2014 pode ser oficializada a qualquer momento pela CBF. O ministro evitou especular sobre o futuro substituto de Felipão, mas entende que o mercado brasileiro tem excelentes técnicos para dirigir a seleção.

“Nós temos grandes treinadores e podemos escolher um entre tantos existentes”, ressaltou ao destacar que o “problema do Brasil” é mais estrutural do que técnico.

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Foto de aquivo do ministro do Esporte, Aldo Rebelo. 25/04/2014  REUTERS/Sergio Moraes