14 de Julho de 2014 / às 20:59 / 3 anos atrás

Fifa enfrenta múltiplos problemas após trégua no Brasil

Presidente da Fifa, Joseph Blatter, em entrevista coletiva no Maracanã. 14/07/2014Pilar Olivares

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Fifa terá pouco tempo para se vangloriar da Copa do Mundo de 2014 no Brasil diante da infinidade de problemas que vão do escândalo da venda ilegal de ingressos à polêmica sem fim sobre a concessão do Mundial de 2022 ao Catar.

Um cisma entre a Europa e o resto do mundo irá aumentar as preocupações da Fifa até a eleição presidencial do ano que vem, na qual é quase certo que Joseph Blatter irá se candidatar a um quinto mandato, aos 79 anos de idade, apesar de sua impopularidade entre o público em geral.

Os diretores da entidade mal terão descido do avião em Zurique e já terão que encarar o tema Catar mais uma vez.

Michael Garcia, ex-promotor dos Estados Unidos que lidera uma investigação do comitê de ética da Fifa sobre as alegações de corrupção na concessão da Copa de 2022 ao Estado do Golfo Pérsico, deve entregar seu relatório nas próximas semanas.

O caso então será encaminhado ao juiz alemão Hans-Joachim Eckert, chefe da câmara adjudicatória do comitê de ética, e se ele encontrar indícios de corrupção o Catar pode ter sua posição como país-sede questionada, seja por uma nova votação ou outros processos.

Recentemente, o jornal Sunday Times relatou que alguns dos “milhões de documentos” que consultou ligam pagamentos de Mohamed Bin Hammam, ex-membro do comitê executivo da Fifa, a autoridades para garantir o apoio à campanha do Catar.

A Fifa ainda teria que lidar com o problema da data da Copa para evitar o calor intenso do verão no Catar, o que por sua vez poderia bagunçar o complexo calendário dos clubes europeus, que gira em torno da pausa do meio do ano.

No futuro mais próximo está o Mundial de 2018 na Rússia, onde o custo da construção de novos estádios, o aparato de segurança e a crise em andamento com a vizinha Ucrânia causam preocupação.

A reputação da Fifa ainda foi um pouco mais abalada durante a Copa no Brasil quando a polícia prendeu 11 pessoas acusadas de revender ingressos originalmente destinados a federações de futebol e outros VIPs. Segundo a polícia brasileira, o esquema almejava arrecadar até 200 milhões de reais.

Entre os suspeitos está Ray Whelan, diretor da empresa suíça Match, que presta serviços à Fifa disponibilizando ingressos e pacotes de hospedagem para o torneio.

Blatter, vaiado a cada vez que aparecia nos telões dos estádios no Brasil, não se abala e vem repetindo que sua “missão não terminou”.

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