14 de Julho de 2014 / às 22:44 / em 3 anos

Copa do Mundo no Brasil é forte candidata a melhor da história

Seleção alemã ergue a taça da Copa do Mundo no Maracanã. 13/07/2014 REUTERS/Darren Staples

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Copa do Mundo de 2014 ofereceu futebol inigualável, lances individuais de destaque, disputas acirradas e alguma polêmica, sempre em estádios lotados por torcedores apaixonados pelo esporte.

Vistos no geral, os 64 jogos no Brasil não têm paralelo em Mundiais em termos de qualidade do futebol, empolgante na fase de grupos e cheio de tensão e excelência na defesa no mata-mata.

Todo torneio tem seus momentos memoráveis -- o maravilhoso quarto gol de Carlos Alberto Torres na final de 1970, quando o Brasil massacrou a Itália na final, o gol mágico de Maradona na Inglaterra em 1986, e a revelação de Pelé ao mundo em 1958 são alguns dos mais marcantes.

Mas o que tornou 2014 tão especial foi que a qualidade e a sofisticação tática foram vistas em diversas seleções, com muito poucas parecendo deslocadas.

A Costa Rica chegou às quartas de final pela primeira vez e só não avançou porque tombou diante da Holanda na definição por pênaltis.

Colômbia e México impressionaram e poderiam facilmente ter ido mais longe; os Estados Unidos empolgaram a torcida crescente de seu país, e até o Irã chegou perto de derrotar a Argentina, que acabou como vice-campeã.

Em comparação, potências tradicionais incapazes de jogar em seu mais alto nível foram expostas, nenhuma mais que a Espanha, surrada pelos holandeses por 5 x 1 já na estreia e eliminada na fase de grupos.

O anfritrião Brasil, cotado por muitos como favorito no Mundial, mostrou que essa opinião só se baseava na nostalgia e na suposta vantagem de jogar em casa.

O time teve sorte de chegar à semifinal, e suas fraquezas foram escancaradas sem dó pela Alemanha na derrota de 7 x 1, o resultado mais espantoso que o torneio já testemunhou.

Fora do campo, os temores de um caos organizacional se mostraram infundados –- os estádio ficaram prontos, os aeroportos funcionaram sem maiores problemas e os torcedores curtiram a competição sem incidentes significativos.

Houve tristeza, no entanto, com a morte de duas pessoas devido à queda de um viaduto em construção em Belo Horizonte que deveria ter ficado pronto a tempo para a Copa do Mundo.

Os torcedores brasileiros, embora sua seleção tenha sido uma grande decepção, contribuíram muito para o sucesso do Mundial apoiando outros times, normalmente azarões, e não deixando o clima nos estádios morno, como aconteceu e prejudicou alguns torneios recentes.

Os protestos contra os gastos com a Copa sublinharam uma questão séria -– havia necesssidade de se gastar tanto em novos estádios em um país com problemas sociais agudos?

O clima poderia ter sido melhor, e mais responsável nesse quesito, se os jogos tivessem ocorrrido em arenas antigas com melhorias mais modestas e se os preços dos ingressos fossem acessíveis à classe trabalhadora.

Mas, no final, a Copa coroou os campeões certos, porque a Alemanha foi a seleção mais completa e eficaz, apesar do esforço valente dos argentinos comandados por Lionel Messi, derrotados pelo belo gol de Mario Goetze já na prorrogação.

Surgiram novos talentos, como o colombiano James Rodríguez, vencedor da Chuteira de Ouro, foram feitos 171 gols no total, houve belos desempenhos na defesa e a comprovação do papel fundamental do meio-campista defensivo, cujo exemplo maior foi o argentino Javier Mascherano.

Em resumo, a Copa de 2014 no Brasil teve de tudo.

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