Juiz pede que Neymar detalhe pagamentos recebidos do Barcelona

quinta-feira, 17 de julho de 2014 12:18 BRT
 

MADRI (Reuters) - O juíz federal espanhol Pablo Ruz, responsável pela investigação sobre crimes fiscais na contratação de Neymar pelo Barcelona, pediu ao jogador brasileiro que detalhe os pagamentos que recebeu do clube catalão ao assinar seu contrato, segundo uma decisão judicial revelada nesta quinta-feira.

A celebrada transferência do jogador do Santos para o Barcelona em meados do ano passado esteve desde o início rodeada de mistério e nunca ficou claro quanto foi pago pela sua transferência, quando e a quem.

A Audiência Nacional da Espanha abriu um inquérito a partir de uma queixa de um dos sócios do clube e após uma petição da receita federal espanhola para que fosse investigado o pagamento de 40 milhões de euros a uma empresa que seria de propriedade do pai de Neymar, denúncia que acabou provocando a renúncia do presidente do clube Sandro Rosell.

Após a saída de Rosell, o Barcelona admitiu ter pago 86,2 milhões de euros por Neymar --incluindo pagamentos ao jogador e sua família-- e não os 57,1 milhões divulgados anteriormente.

"Solicita-se a Neymar da Silva Santos Júnior... que apresente ante a esta corte uma relação documentada das somas pagas em decorrência dos contratos formalizados com o FC Barcelona e relativas a remunerações variáveis acordadas, reembolso de gastos ou pagamentos de diretos assumidos pelo FCB", escreveu Ruz em uma decisão judicial protocolada em 16 de julho.

O juiz deu 10 dias de prazo ao jogador para que apresente a documentação, na qual também deve especificar quando deverá ser efetuado o pagamento de 900 mil euros por direitos de imagem na temporada 2013/2014.

O magistrado acrescentou nos autos que vai decidir mais adiante se convoca Neymar para depor e sobre qual tema.

(Reportagem de Emma Pinedo)

 
Neymar fotografado no banco de reservas durante partida da seleção brasileira contra a Holanda pela disputa do terceiro lugar na Copa do Mundo, no estádio Nacional, em Brasília. 12/06/2014. REUTERS/Jorge Silva