COB quer tirar lições da Copa para evitar novo vexame na Olimpíada

quarta-feira, 23 de julho de 2014 17:45 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O vexame da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo disputada em casa deve servir de lição para o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) na tentativa de evitar nos Jogos de 2016, no Rio de Janeiro, uma humilhação parecida com a derrota de 7 x 1 sofrida pelo Brasil diante da Alemanha na semifinal do Mundial, disseram membros do COB nesta quarta-feira.

Um dos legados da Copa de 2014 será a preocupação com a preparação emocional dos atletas olímpicos até 2016.

Outra preocupação do COB é evitar colocar sobre os atletas uma pressão pela conquista de medalhas, como a gerada pela obrigação de título colocada pela então comissão técnica da seleção antes do Mundial.

Um grupo de psicólogos já vem trabalhando com atletas brasileiros. Na Olimpíada de Londres, em 2012, eram sete psicólogos dando assistência à delegação do Brasil. Em algumas modalidades, o trabalho emocional é feito diretamente pela comissão técnica da equipe.

“É bom que se entenda que psicologia não vai ser salvação, mas ajuda no equilíbrio emocional do atleta... Os Jogos no Brasil trazem ansiedade e pressão maior. A gente sabe que a Copa foi rica de experiências para todos nós, estamos estudando para aproveitar o que foi positivo e neutralizar o que há de negativo”, afirmou o gerente de performance do COB, Jorge Bichara.

O COB anunciou nesta quarta a meta de conquistar ao menos 27 medalhas na Olimpíada do Rio, resultado que colocaria o Brasil entre os dez países com maior número de medalhas, nas estimativas da entidade.

O comitê, no entanto, fez questão de frisar que essa é uma meta, não uma obrigação, numa tentativa de evitar uma repetição da pressão sofrida pelos jogadores da seleção após o então coordenador técnico da equipe, Carlos Alberto Parreira, e o técnico Luiz Felipe Scolari, declararem que o Brasil tinha obrigação de conquistar o hexacampeonato mundial em casa.

"Uma coisa é meta e outra é obrigação. Se não fosse real, não traçaríamos. O top dez é agressivo e possível. Se ficar com 26 medalhas, não tem problema”, disse a jornalistas o diretor de esportes do COB, Marcus Vinicius Freire.

“(Nossa meta) é arrojada, porém factível”, garantiu.   Continuação...

 
Oscar lamenta derrota para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo.  REUTERS/Ruben Sprich