Ordem da equipe Mercedes surgiu do pânico, diz Niki Lauda

segunda-feira, 28 de julho de 2014 13:42 BRT
 

Por Alan Baldwin

BUDAPESTE (Reuters) - A Mercedes entrou em pânico ao pedir que Lewis Hamilton abrisse passagem para Nico Rosberg no Grande Prêmio da Hungria, e o piloto britânico fez bem em ignorar o pedido, de acordo com Niki Lauda.

Presidente não-executivo da equipe de Fórmula 1, o tricampeão mundial Lauda se negou a culpar Hamilton e disse a jornalistas que teria feito exatamente o mesmo naquelas circunstâncias.

"A equipe estava sob um enorme estresse", disse ele sobre um incidente que viria a se tornar polêmico, após Hamilton largar dos boxes e terminar a prova na terceira colocação, enquanto Rosberg largou na pole e chegou em quarto.

"A Mercedes estava acostumada a ficar na liderança e disputar entre si. Essa corrida, com a entrada do carro de segurança no início e, em condições molhadas, foi uma corrida completamente diferente, então a cada minuto era preciso decidir algo diferente" acrescentou.

"Por isso o pedido surgiu do pânico e precisamos recuperar o que estamos perdendo", afirmou.

A Mercedes venceu nove das dez corridas disputadas até domingo, quando o australiano Daniel Ricciardo conseguiu sua segunda vitória do ano, correndo pela Red Bull.

Hamilton recebeu uma ordem pelo rádio, após sua segunda e última parada nos boxes e com um terço da corrida pela frente, para abrir passagem para Rosberg, pois o alemão precisava ultrapassá-lo para que sua estratégia de fazer três paradas desse certo.

Hamilton esclareceu que Rosberg deveria se aproximar muito mais para fazer a ultrapassagem e afirmou que não iria reduzir a velocidade ou abrir caminho. Após oito voltas atrás do piloto britânico, Rosberg finalmente fez sua última parada e teve que correr atrás para terminar em quarto.

Fernando Alonso, da Ferrari, ficou em segundo lugar.

 
Piloto da equipe Mercedes de Fórmula 1 Lewis Hamilton conversa com o ex-piloto Niki Lauda, durante sessão de treinos para o Grande Prêmio da Austrália, no circuito de Albert Park, em Melbourne. 14/03/2014. REUTERS/Brandon Malone