Americano entra na Justiça contra Cristiano Ronaldo por marca CR7

quarta-feira, 30 de julho de 2014 16:11 BRT
 

Por Andrew Chung

(Reuters) - O jogador português Cristiano Ronaldo também é conhecido pelos fãs pela sigla CR7, o que levou a empresa responsável por uma linha de cuecas do atacante a buscar um homem de Rhode Island que tem os direitos sobre a mesma combinação de letras e número nos Estados Unidos, de acordo com uma ação na Justiça.

Em um processo aberto na segunda-feira em uma corte federal de Rhode Island, Christopher Renzi, um praticante de exercícios físicos, disse que recebeu cartas dos advogados da empresa dinamarquesa JBS Textile Group exigindo que ele abra mão dos direitos sobre a marca porque a companhia tem "planos iminentes" de entrar no mercado norte-americano com as cuecas CR7 de Cristiano Ronaldo.

A JBS também solicitou ao escritório de patentes dos EUA que cancele o registro de Renzi, de acordo com os documentos da corte. Na ação, Renzi pede uma declaração da Justiça afirmando que ele possui o registro sobre a marca.

"Só queremos que eles nos deixem em paz", disse o advogado de Renzi, Michael Feldhuhn.

Advogados da JBS não puderam ser encontrados para comentar o caso.

Renzi registou a marca em 2009 e a colocou em calças jeans e camisetas, segundo Feldhuhn. Ele também possui um site anunciando um programa de exercício físicos com 7 minutos de duração, também sob o nome CR7.

De acordo com o processo, Renzi adotou a marca com base nas suas iniciais e o dia de seu nascimento, 7 de outubro.

Documentos do tribunal mostram que a JBS, que afirma ter "licença exclusiva e mundial" para vender as cuecas CR7 de Ronaldo, acredita que Renzi registrou a marca CR7 especificamente para se beneficiar da fama do jogador do Real Madrid.

Ronaldo pode ser o usuário mais famoso da marca CR7, disse Feldhuhn, "mas isso na verdade é sobre quem estava usando primeiro. Nós podemos mostrar que estávamos usando antes o nome CR7 comercialmente na América", afirmou.

 
Cristiano Ronaldo posa para foto durante evento promocional em Tóquio, no dia 22 de julho.  REUTERS/Issei Kato