1 de Agosto de 2014 / às 19:20 / em 3 anos

Blatter lamenta morte de "braço direito" Grondona; Messi também vai ao velório

Messi cumprimenta Grondona após treino em 28 de maio, visando a Copa do Mundo de 2014. REUTERS/Marcos Brindicci

BUENOS AIRES (Reuters) - O presidente da Fifa, Joseph Blatter, lamentou nesta sexta-feira a morte de seu “braço direito” Julio Grondona, o dirigente que conduziu o futebol argentino durante 35 anos, no velório ao qual também compareceu Lionel Messi.

O corpo de Grondona, que morreu na quarta-feira aos 82 anos por insuficiência cardíaca, foi trasladado da Associação de Futebol Argentino (AFA) até o cemitério de Avellaneda para que seus restos descansem junto aos de sua esposa, Nélida Pariani, falecida em 2012.

A família de Grondona proibiu o acesso dos jornalistas à sede da AFA, mas a imprensa local disse que Blatter foi o orador na despedida do poderoso dirigente argentino.

Blatter, acompanhado pelo presidente da Real Federação Espanhola de Futebol, Ángel María Villar, ressaltou a figura de Grondona.

“Foi-se uma pessoa única, que formou uma geração de dirigentes do futebol mundial”, declarou Blatter, segundo fontes da mídia local que presenciaram o discurso.

Blatter afirmou que o argentino foi seu “braço direito” e que antes de cada decisão a tomar “olhava para Grondona”.

Já Messi, que interrompeu suas férias na Europa, viajou à Argentina para se despedir do dirigente antes de retornar ainda na noite desta sexta-feira a Barcelona.

Pelo velório, que começou quarta-feira à noite, passaram outros jogadores da seleção argentina, como Javier Mascherano, Maxi Rodríguez, Fernando Gago e Sergio Romero.

Na noite de quinta-feira a presidenta argentina, Cristina Kirchner, também compareceu ao local.

Em 1988, Grondona ingressou no comitê executivo da Fifa, e ao longo de 25 anos foi uma figura crucial na entidade, na qual mostrou toda sua capacidade de negociação e influência, apesar de não falar inglês.

O “Padrino”, como o chamavam aqueles que os acusam de acumular uma fortuna graças ao seu trânsito no mundo do futebol, foi o homem de confiança de Blatter e do presidente anterior da Fifa, o brasileiro João Havelange.

Durante o mandato de Grondona, a seleção argentina conquistou a Copa do Mundo de 1986, disputou as finais de 1990 e 2014 e venceu a Copa América em 1991 e 1993.

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