Dunga diz que não há "lista negra" de jogadores para próxima convocação

sexta-feira, 1 de agosto de 2014 16:42 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - O técnico Dunga disse nessa sexta-feira que não há restrições prévias para a convocação dos jogadores para os próximos amistosos da seleção brasileira, contra Colômbia e Equador, em setembro, e afirmou que vai privilegiar o momento dos atletas.

"Não tem lista negra, o futebol é um pouco como a vida e o trabalho, é por competência", disse o técnico, após encontro de ex-jogadores brasileiros que atuaram no futebol japonês com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, em Brasília.

"E escolher jogadores não pelo que pensamos que eles podem jogar e sim pelo que eles estão jogando", acrescentou. "Porque nós temos a mania de fazer um comentário daquilo que o jogador poderia vir a jogar e não por aquilo que ele joga no momento."

Segundo Dunga, há uma grande decepção entre os jogadores e torcedores por causa do amargo quarto lugar na Copa do Mundo, especialmente devido ao 7 x 1 sofrido contra a Alemanha na semifinal, mas apontou que esse sentimento será revertido.

Ainda sobre a próxima convocação, o treinador reconheceu que terá mais dificuldades para chamar jogadores que estão voltando das férias na Europa.

"Tem a questão que muitos da Europa estão voltando de pré-temporada e aí você tem que ver os jogadores que entram mais rápido em forma", explicou. "Tem uns que demoram menos, tem uns que vêm com problema de lesão", disse.

Questionado sobre substitutos para posições ocupadas por jogadores mais velhos durante a Copa do Mundo, como o centroavante Fred ou o goleiro Julio Cesar, Dunga evitou dar pistas sobre substitutos.

"A gente está pesquisando em todos os setores... a gente vai poder observar alguns jogadores que poderiam estar no grupo da Copa do Mundo e não estiveram, outros que estiveram e têm que reconfirmar a expectativa desses jogadores", disse.

Dunga indicou ainda que a base da seleção poderá ser mantida.   Continuação...

 
Premiê do Japão Shinzo Abe posa ao lado de Dunga e Zico, em Brasília. 01/08/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino