19 de Agosto de 2014 / às 18:08 / 3 anos atrás

Dunga chama estreantes Éverton e Goulart e 10 remanescentes da Copa em 1ª convocação

Técnico Dunga na convocação da seleção brasileira, no Rio de Janeiro. 19/08/2014 REUTERS/Sergio Moraes

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O técnico Dunga iniciou nesta terça-feira a reformulação da seleção brasileira em sua volta à equipe com três caras novas, dez jogadores remanescentes da Copa do Mundo e alguns atletas que voltam ao time após um período de ausência.

Dunga, que assumiu a seleção no mês passado no lugar de Luiz Felipe Scolari após o frustrante quarto lugar do Brasil no Mundial em casa, convocou 22 jogadores para os amistosos de setembro contra Colômbia e Equador, nos Estados Unidos, os primeiros jogos do técnico à frente da equipe em seu retorno.

O treinador ganhou carta branca da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para iniciar um novo ciclo visando a Copa de 2018, na Rússia, especialmente depois da goleada por 7 x 1 sofrida contra a Alemanha na semifinal, e decidiu manter 10 dos 23 jogadores que estiveram no Mundial sob comando de Felipão.

Permaneceram na equipe o goleiro Jéfferson, o zagueiro David Luiz, o lateral Maicon, os meio-campistas Luiz Gustavo, Fernandinho, Ramires, Oscar e Willian e os atacantes Hulk e Neymar do time que disputou o Mundial. Por outro lado, não houve espaço para medalhões como Daniel Alves, Marcelo, Paulinho, Júlio César e Fred, titulares na Copa do Mundo.

Ganharam chance pela primeira vez na seleção o zagueiro Gil, do Corinthians, e a dupla ofensiva do Cruzeiro Ricardo Goulart e Éverton Ribeiro, enquanto nomes como o volante Elias (Corinthians), o meia Philippe Coutinho (Liverpool) e o atacante Diego Tardelli (Atlético Mineiro), que no passado já defenderam a seleção, voltaram ao time após longos períodos fora.

Antes mesmo de anunciar a lista de convocados, Dunga frisou que não há “terra arrasada” após o Mundial, e garantiu que as portas da seleção não estão fechadas para nenhum jogador.

”Nos cercamos para mesclar jogadores com experiência e com menos experiência e dar oportunidade aos novos jogadores“, disse o técnico ao anunciar a lista de convocados.

“O mais importante é salientar que quem está na lista vai ter que aproveitar a oportunidade e quem não está vai ter oportunidade também. Quem não está aqui não pode se sentir fora e quem está dentro não pode achar que vai ficara”, acrescentou.

A primeira lista de Dunga trouxe seis jogadores que atuam em clubes do Brasil, com destaque para os cruzeirenses Éverton e Goulart. A dupla foi campeã brasileira no ano passado pelo time mineiro e vem conduzindo o time na liderança do atual campeonato nacional.

“O Éverton Ribeiro foi convocado pela qualidade no drible. Com marcação serrada é importante ter um jogador com drible como ponto forte“, disse Dunga. ”O Goulart é agressivo, muito competitivo, meia que entra muito na área e sabe bem fazer gol”, afirmou.

NOVO ESQUEMA TÁTICO

Dunga, que em sua primeira passagem pela seleção (2006-2010)deixou o time após ser eliminado nas quartas de final do Mundial da África do Sul, vai reestrear pela equipe em 5 de setembro, contra a Colômbia, em Miami. Quatro dias depois, o Brasil enfrentará o Equador, em Nova Jersey.

O treinador brasileiro sinalizou para a possibilidade de mudança no estilo de jogo do Brasil em relação à Copa do Mundo. Assim como a algoz Alemanha, que atuou sem centroavante em alguns jogos do Mundial, o Brasil pode atuar sem um homem de área.

Na Copa do Mundo, Felipão não abria mão de jogador tendo Fred como camisa 9.

“Temos que refazer o pensamento. Atacante é o que chega lá na frente, não importa se é o 9, o 3 ou o 5. O Brasil pode jogar com 9 fixo, sem o 9, com atacante aberto na lateral”, afirmou.

“O Muller, da Alemanha, jogou como homem de área e depois caiu pela lateral, e temos jogadores que põem fazer suas funções“, acrescentou.

Nesse recomeço, que ainda trás na memória o fracasso no Mundial, Dunga já definiu o que mais quer dos jogadores da seleção brasileira: foco e movimentação em campo.

“O futebol é jogado num espaço muito curto e cria espaço para contra-ataque. Tem que ter a colaboração de toda equipe. Com a qualidade dos nossos jogadores podemos fazer isso. Temos que ter jogadores com essas características“, afirmou.

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