Chefe da federação italiana de futebol é investigado pela Uefa por racismo

quarta-feira, 20 de agosto de 2014 13:29 BRT
 

Por Brian Homewood

BERNA (Reuters) - O presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Carlo Tavecchio, será alvo de uma investigação disciplinar da Uefa por supostos comentários racistas feitos durante sua campanha de eleição, informou a entidade nesta quarta-feira.

Tavecchio, eleito para comandar a FIGC na semana passada, fez um discurso na véspera da eleição no qual se referiu a um jogador fictício que chamou de Opti Poba que, disse ele, “antes comia bananas e de repente entrou no elenco da Lazio”.

A Uefa declarou em um comunicado: "Carlo Tavecchio... foi informado pessoalmente hoje pela Uefa sobre a decisão de seu inspetor-chefe de Ética e Disciplina de abrir uma investigação disciplinar sobre os supostos comentários racistas feitos por ele durante sua campanha presidencial à FIGC”.

A entidade afirmou que um relatório será entregue a seu comitê de Ética e Disciplina para que este “tome uma decisão sobre esta questão”.

Embora os comentários de Tavecchio tenham causado revolta na Itália, ele venceu o pleito com 63 por cento dos votos depois de receber o apoio da Lega Pro, que representa clubes das terceira e quarta divisões, e da LND, que representa as ligas amadoras.

Alguns clubes das primeira e segunda divisão do Campeonato Italiano também votaram em Tavecchio, que é membro do Comitê de Futebol Juvenil e Amador da Uefa.

Coincidentemente, Roma irá sediar uma conferência antidiscriminação organizada pela Uefa e pela Fare em setembro. A FIFPro, federação internacional de jogadores, pediu ao dirigente que compareça à conferência e peça desculpas de maneira inequívoca.

 
Presidente da Federação Italiana de Futebol, Tavecchio, em entrevista coletiva em Roma. 19/08/2014  REUTERS/Alessandro Bianchi