Neymar pede maior rigor de árbitros para evitar nova contusão

terça-feira, 9 de setembro de 2014 09:49 BRT
 

(Reuters) - Alvo de seguidas faltas no amistoso com a Colômbia e vítima de uma entrada dura do colombiano Camilo Zúñiga que o tirou da Copa do Mundo, o atacante Neymar pediu uma atenção maior da arbitragem com jogadas ríspida contra ele, a começar pelo amistoso desta terça-feira com o Equador, nos Estados Unidos.

O jogador afirmou que teve "sorte" de não sofrer outra contusão grave contra a Colômbia no jogo de sexta-feira, vencido pelo Brasil por 1 x 0, também nos EUA. No Mundial, Neymar sofreu uma fratura em uma vértebra devido a uma entrada de Zúñiga em partida das quartas de final e ficou fora do restante da competição.

"Mais um vez tive sorte de não me machucar e mais uma vez o juiz não marcou falta e nem deu nada. Temos que tomar muito cuidado com isso”, disse Neymar a repórteres em Nova Jersey, onde o Brasil enfrentará o Equador.

“Quando a falta é de frente dá para se proteger de alguma forma, mas o árbitro tem que estar mais perto do que todo mundo para proteger os jogadores”, acrescentou.

Capitão da seleção brasileira contra a Colômbia, no primeiro jogo desde a volta de Dunga ao comando da equipe, Neymar ganhou mais autoridade para conversar com a arbitragem durante as partidas, mas disse que a cobrança tem que partir de todos e não apenas dele.

“Não é porque sou capitão que tenho que fazer tudo. Tenho responsabilidade sim, mas a seleção é feita de 11 jogadores”, afirmou.

Apesar da vitória contra a Colômbia no primeiro jogo da seleção desde o fracasso na Copa do Mundo, em que terminou em quarto após ser goleada por 7 x 1 pela Alemanha na semifinal, Neymar disse que ainda é muito cedo para avaliar mudanças na equipe.

“É difícil falar de evolução ou mudança da Copa para cá. É apenas uma semana de trabalho, estamos tentando entrar no ritmo do treinador”, afirmou.

(Por Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro)

 
Neymar após entrada de Zúñiga em partida Brasil x Colômbia na Copa do Mundo. 04/07/2014  REUTERS/Fabrizio Bensch