ENTREVISTA-Rio obteve progresso na preparação olímpica; Copa deu incentivo, diz COI

terça-feira, 9 de setembro de 2014 11:21 BRT
 

Por Karolos Grohmann

BERLIM (Reuters) - Os preparativos para os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro estão em bom ritmo uma vez que os organizadores reencontraram o dinamismo após anos de atraso, e a Copa do Mundo deu um grande incentivo, disse o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, nesta terça-feira.

Descrita em abril pelo vice-presidente do COI, John Coates, como "a pior preparação de todos os tempos", a organização dos Jogos do Rio agora está muito mais coordenada, disse Bach, acrescentando que seus colegas no comitê reviram suas posições ultimamente.

"O Rio fez um ótimo progresso nos últimos meses", disse Bach à Reuters em entrevista um dia antes de completar um ano à frente da presidência do COI.

"Nós temos visto o prefeito e o governador assumirem mais responsabilidade, mostrando um grande dinamismo e trabalhando juntos com o comitê organizador", acrescentou.

Bach, um advogado alemão e ex-campeão olímpico de esgrima, assumiu o COI no lugar de Jacques Rogge em 10 de setembro de 2013 e foi imediatamente lançado em um desafio: acelerar o ritmo dos preparativos para os primeiros Jogos Olímpicos sob sua administração.

Os organizadores dos Jogos do Rio e os governos vinham sendo criticados pela falta de coordenação no trabalho, o que levou a atrasos em praticamente todos os principais projetos para os Jogos, incluindo o Complexo de Deodoro, que receberá uma série de eventos esportivos.

A Copa do Mundo deste ano, que muitos temiam que pudesse enfrentar problemas de transportes, infraestrutura e segurança devido a atrasos similares na preparação, foi um evento bem-sucedido e considerado um dos melhores de todos os tempos.

"Os brasileiros estão com uma grande confiança depois da organização bem-sucedida da Copa do Mundo de futebol. Então, há muitos indicadores positivos", disse Bach.   Continuação...

 
Presidente do COI, Thomas Bach, durante reunião do comitê executivo em Lausanne. 07/07/2014 REUTERS/Denis Balibouse