11 de Setembro de 2014 / às 19:24 / 3 anos atrás

F1 restringe uso de rádio entre pilotos e equipes

LONDRES (Reuters) - A Fórmula 1 proibiu todas as comunicações de rádio que podem melhorar a performance do carro ou do piloto já para o Grande Prêmio de Cingapura, na próxima semana, em uma medida que poderia provocar outro episódio na batalha pelo título entre Nico Rosberg e Lewis Hamilton.

Uma diretiva técnica da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) foi enviada às equipes na noite de quarta-feira para lembrá-las do artigo 20.1 do regulamento esportivo.

O item diz que "o piloto deve dirigir o carro sozinho e sem auxílio".

A FIA afirmou que nenhuma conversa de rádio vinda dos boxes para o piloto pode conter informações "relacionadas à performance do carro ou do piloto" e citou também o artigo 8.5.2 do regulamento técnico, que estipula que "telemetria dos boxes para o carro é proibida".

As regras se aplicam para todas as sessões na pista durante um final de semana de grande prêmio e incluiriam até proibições de alertas aos pilotos sobre consumo de combustível e sobre as condições dos freios e pneus do carro.

Informações sobre o tráfego e mensagens para os pilotos para informá-los sobre quando fazer seus pitstops continuariam permitidas, assim como ordens da equipe sobre ultrapassagens e mensagens gerais entre os boxes e o piloto.

A mudança poderá recompensar os pilotos com um estilo mais intuitivo, e os habilidosos em acompanhar todas as leituras internas do carro.

A medida vem após um aumento registrado em uso de rádio na temporada após a introdução das novas unidades híbridas de motor turbo V6 e da consequente ênfase em economia de combustível, manutenção dos pneus e recuperação de energia.

Engenheiros de prova têm cada vez mais aconselhado seus pilotos sobre como aproveitar uma vantagem da pista ou como ganhar frações vitais de segundo na performance. Os companheiros de equipe da Mercedes, Rosberg e Hamilton, não são exceções.

O ex-piloto tetracampeão mundial da categoria Alain Prost é um dos que defendem a restrição, dizendo ao autosport.com que a Fórmula 1 está, literalmente, passando uma mensagem errada.

Pilotos já disseram que os carros estão mais fáceis de dirigir do que anteriormente.

"As mensagens ao público, aos espectadores, às pessoas assistindo televisão, essas mensagens são muito negativas, porque mesmo se não for completamente verdade, as pessoas podem acreditar que a Fórmula 1 se tornou alguma coisa muito fácil, controlada por outras pessoas que não o piloto", afirmou o francês.

O contra-argumento é que a Fórmula 1 é um esporte de equipe, com times lutando pelo campeonato de construtores e também pelo título de melhor piloto.

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