Dunga mantém base para enfrentar Argentina; Mário Fernandes ganha nova chance após recusa

quarta-feira, 17 de setembro de 2014 14:21 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O técnico Dunga manteve a base da equipe que venceu Colômbia e Equador ao anunciar nesta quarta-feira a convocação dos jogadores para os dois próximos amistosos da seleção brasileira, contra Argentina e Japão, em outubro, mas deu chance a duas novidades, os laterais Mário Fernandes e Dodô.

Mário Fernandes, lateral-direito de 23 anos do CSKA Moscou, chegou a ser chamado uma vez para a seleção durante a primeira passagem de Dunga pela equipe, mas rejeitou a convocação, causando polêmica à época.

“Se fôssemos crucificar todos por um erro nenhum de nós estaria aqui agora... Todos merecemos ter uma oportunidade. Aqui tem gente que trabalhou com ele e conhece o histórico do dia a dia, e todos temos erros do passado”, disse Dunga a jornalistas após anunciar a lista de convocados.

"Quanto ao comportamento, dá para corrigir. Ensinar a jogar futebol, ninguém faz milagre", afirmou.

Sobre Dodô, que pouco jogou em clubes do Brasil mas na Europa já passou pela Roma e está atualmente na Inter de Milão, Dunga ressaltou que o lateral, de 22 anos, já defendeu a seleção brasileira nas categorias de base.

Os dois novatos devem ser reservas de Danilo e Filipe Luís. Com as novidades, Dunga muda os quatro laterais da seleção em relação aos que estiveram na Copa do Mundo em casa: Maicon, Daniel Alves, Marcelo e Maxwell.

Maicon ainda foi titular da seleção no primeiro jogo da volta de Dunga, no início do mês, mas acabou cortado após se atrasar na reapresentação para a segunda partida.

O Brasil enfrentará a Argentina no dia 11 de outubro no Estádio Ninho do Pássaro, em Pequim, e jogará contra o Japão no dia 14, em Cingapura.

No início de setembro, a seleção brasileira venceu amistosos contra Colômbia e Equador, ambos por 1 x 0, nos dois primeiros jogos sob comando de Dunga desde o retorno do treinador ao time.   Continuação...

 
Técnico Dunga em entrevista coletiva no Rio de Janeiro. 22/07/2014 REUTERS/Ricardo Moraes